Brasil fica na frente dos EUA no ranking global de democracia
O Brasil ultrapassou os Estados Unidos pela primeira vez no ranking mundial de qualidade democrática, conforme o Relatório da Democracia 2026 do Instituto V-Dem, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
Os Estados Unidos perderam sua classificação como “democracia liberal”, caindo para a categoria de democracia eleitoral. O país despencou para a 51ª posição entre 179 nações, enquanto o Brasil subiu para o 28º lugar.
Declínio nos Estados Unidos
O índice de democracia liberal nos EUA caiu de 0,75 em 2024 para 0,57 em 2025, nível semelhante ao do início dos anos 1960. O Índice de Democracia Eleitoral também teve uma queda significativa de 0,84 para 0,74, a maior baixa anual da história do país.
Segundo o relatório, o país enfrenta:
- Expansão inédita do poder executivo
- Ataques à imprensa e à liberdade de expressão
- Enfraquecimento dos freios e contrapesos institucionais
- Polarização política extrema que compromete processos democráticos
O professor Staffan Lindberg, diretor do V-Dem, afirma que o atual governo dos EUA tem enfraquecido as instituições, politizado órgãos de fiscalização e atacado liberdades civis e vozes dissidentes.
As eleições de meio de mandato em novembro serão decisivas para medir a continuidade dessa tendência.
Avanço do Brasil
Por outro lado, o Brasil mostrou sinais de recuperação democrática. O relatório aponta que houve um retrocesso após o impeachment da presidente Dilma Rousseff e se agravou durante o governo de Jair Bolsonaro, que tentou concentrar poderes e enfraquecer instituições.
Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, o país interrompeu essa deterioração, fortalecendo instituições e direitos. Apesar disso, o Brasil ainda enfrenta uma forte polarização.
As eleições de 2026 são apontadas como cruciais para a consolidação da democracia no país. Bolsonaro está impedido de concorrer devido a uma condenação por tentativa de golpe.
O Brasil lidera um grupo de países que conseguiram reverter retrocessos democráticos recentes, contrastando com a queda dos Estados Unidos.
