O Brasil enviou medicamentos para ajudar as vítimas da guerra na Ucrânia, uma iniciativa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A entrega dos remédios ocorreu no dia 3 de outubro, conforme informou a Embaixada do Brasil em Kiev em comunicado divulgado no dia 6 de outubro.
Os medicamentos foram entregues ao Departamento de Saúde da cidade de Uzorodo, localizada na província de Transcarpátia. O objetivo dessa ajuda é atender pacientes com doenças progressivas secundárias, além de adultos com artrite reumatoide severa e crianças e adolescentes com artrite idiopática juvenil.
Segundo a embaixada brasileira, esta ação reforça o compromisso do Brasil com o apoio humanitário ao povo ucraniano. No ano anterior, logo após o início do conflito em 2022, o Brasil já havia enviado mais de 11 toneladas de insumos e medicamentos para a Ucrânia.
Apesar deste gesto, as relações entre os dois países passaram por dificuldades devido a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o conflito na Europa. O presidente brasileiro fez comentários polêmicos, afirmando que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, teria responsabilidade na guerra tão grande quanto o líder russo, Vladimir Putin.
Essa posição gerou tensão com o governo ucraniano, que interpretou as declarações como um apoio à Rússia. Em consequência, Volodymyr Zelensky chegou a recusar conversas telefônicas com Lula antes de sua viagem à Rússia. Além disso, a Ucrânia não indicou um novo embaixador para o Brasil após a saída de Andrii Melnyk em abril de 2025, que assumiu um cargo na Organização das Nações Unidas (ONU).
No entanto, Luiz Inácio Lula da Silva e Volodymyr Zelensky mantiveram encontros amistosos em eventos internacionais importantes, como a Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, e a cúpula do G7, em junho do mesmo ano, onde conversaram sobre a situação da guerra.
