Na quarta-feira (25), Brasil e Reino Unido se encontraram para fortalecer a colaboração em inovação e tecnologia na área da saúde, focando no acesso a novos mercados e na saúde digital adaptada às mudanças climáticas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou remotamente do evento Diálogo em Saúde Brasil – Reino Unido, destacou que a cooperação internacional é fundamental para cuidar da população.
“Estamos vivendo uma grande transformação no setor de saúde. A evolução tecnológica, a digitalização dos sistemas, as mudanças nas cadeias globais e os desafios trazidos por crises sanitárias, conflitos e mudanças climáticas pedem soluções conjuntas e globais. A cooperação internacional é essencial para proteger a saúde das pessoas”, afirmou o ministro Padilha.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou as parcerias já existentes, como o acordo com a Universidade de Oxford para acelerar vacinas mRNA contra o câncer e a colaboração com o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) para melhorar o acesso a medicamentos no SUS.
“É importante continuar investindo no multilateralismo e na cooperação para construir um mundo melhor. Este encontro mostra o desejo de seguir com a parceria entre nossos países, que enfrentam desafios de saúde semelhantes”, acrescentou a secretária.
Edital para Ética em Pesquisa
Durante o evento, o Ministério da Saúde lançou um edital para selecionar membros para a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), parte do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, criado para garantir transparência e diversidade na avaliação de pesquisas.
Serão escolhidos 15 membros titulares e 15 suplentes, levando em conta diversidade regional, étnico-racial e de gênero, além de experiência em pesquisas com seres humanos. As inscrições começam em 26 de março de 2026 e serão feitas pela internet.
Avanços na Pesquisa Clínica
O Ministério também anunciou acordos com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para melhorar o ambiente regulatório e transformar hospitais universitários em centros de pesquisas e inovação.
Além disso, foi divulgado um investimento de mais de R$ 179 milhões para a segunda fase do Projeto Genomas SUS, que visa usar dados genéticos para melhorar os cuidados em saúde no SUS e reduzir desigualdades.

