ISABELLA MENON
FOLHAPRESS
O ministro Márcio Elias, responsável pelo Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, devem se encontrar por videoconferência na próxima semana.
Essa informação foi confirmada pelo ministro brasileiro durante uma entrevista.
Greer, que lidera o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), entrou em contato com Elias após uma chamada telefônica entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.
As negociações devem recomeçar na próxima semana, embora o dia exato ainda não tenha sido decidido. A reunião pode acontecer na segunda-feira, dia 24. “Já combinamos que vamos iniciar as conversas diretamente a partir da próxima semana”, declarou Elias.
Greer é o responsável pelas negociações comerciais dos EUA e está conduzindo a investigação que levou à imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, que somam 37,5%. Desse total, 25% vêm de uma investigação iniciada no ano passado, e 12,5% foram aplicados ao Brasil da mesma forma que a outros 59 países.
Na manhã de sexta-feira (21), Lula e Trump conversaram por cerca de 1h20 a pedido do presidente brasileiro. Eles discutiram as tarifas aplicadas pelos EUA aos produtos brasileiros, o combate ao crime organizado e os principais conflitos globais. O governo brasileiro disse em nota que a ligação foi realizada em um tom amigável e respeitoso.
Encontro do G20
Além dessa conversa, Greer e autoridades brasileiras devem se reunir no fim de setembro em Wisconsin, durante encontros relacionados ao G20. Os EUA serão os anfitriões do evento, que ocorrerá em dezembro em Mar-a-Lago.
Ainda não foi definido quem representará o Brasil no evento – se será o ministro Márcio Elias ou o ministro Mauro Vieira. O governo brasileiro irá enviar um representante.
Segundo os EUA, as discussões no G20 vão abordar diversos temas, como a eliminação do trabalho forçado nas cadeias de produção globais, a atualização do princípio da Nação Mais Favorecida, a condenação do uso do comércio de alimentos como arma e o enfrentamento do excesso de produção e capacidade estrutural.
