Entre os dias 2 e 7 de fevereiro, acontece em Genebra, na Suíça, a 158ª Reunião do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesta terça-feira (3), representantes do governo brasileiro participaram com uma intervenção preparada pelo Ministério da Saúde, onde ressaltaram os efeitos das apostas online na saúde pública e no bem-estar das pessoas.
O Brasil chamou a atenção para o rápido crescimento das plataformas de apostas pela internet e os efeitos que isso trazem para a saúde mental da população. O país destacou problemas como sofrimento psicológico, comportamentos de risco e aumento das vulnerabilidades sociais, apontando a necessidade de respostas planejadas e fundamentadas por parte dos sistemas de saúde.
O país mostrou interesse em impulsionar o debate internacional sobre os jogos e apostas na área da saúde pública, assumindo a liderança na discussão regional e global. A proposta envolve colaboração entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Fazenda, além de diálogo com organismos internacionais e outros países para trocar experiências, criar alianças e fortalecer as ações de prevenção e apoio.
Essa ação confirma que os impactos das apostas online vão além das questões econômicas e legais, alcançando aspectos principais da saúde pública, como a prevenção de problemas, o cuidado integral e a proteção de grupos vulneráveis. Ao levar o assunto ao Conselho Executivo da OMS, o Brasil ajuda a aumentar a cooperação internacional, também em encontros como a Assembleia Mundial da Saúde, incentivando estratégias globais para reconhecer os efeitos do jogo problemático na saúde mental.
Para promover estratégias de prevenção e cuidado, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Fazenda, criou o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas. Essa iniciativa fortalece a resposta conjunta do governo aos impactos biopsicossociais relacionados às apostas, garantindo o compartilhamento constante de dados entre os órgãos públicos.
O Observatório permite acompanhar padrões de uso, identificar comportamentos de risco e melhorar ações de prevenção, acolhimento e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as ações estão a plataforma nacional para que usuários possam se autoexcluir dos sites de apostas, organização de uma linha de cuidado específica para pessoas com problemas ligados ao jogo, e o aumento da oferta de atendimento remoto na área de saúde mental, ajudando a melhorar o serviço e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Essas diretrizes também vão orientar a regulamentação dos aspectos de saúde nas plataformas de apostas eletrônicas.
Com informações do Governo Federal
