O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou a suspensão temporária da importação de cacau proveniente da Costa do Marfim, que é o maior produtor mundial de amêndoas de cacau. Esta decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 24 de fevereiro de 2026 e já está em vigor.
A medida envolve a importação de amêndoas fermentadas e secas devido a um risco fitossanitário. O problema surgiu porque há um grande fluxo de grãos de países vizinhos entrando na Costa do Marfim, o que pode causar a mistura de amêndoas desses países, que não têm autorização para exportar ao Brasil, com as cargas destinadas ao país. Isso aumenta o risco de entrada de pragas e doenças que podem afetar as plantações brasileiras.
Segundo o despacho oficial, as nações vizinhas à Costa do Marfim não têm permissão para enviar amêndoas de cacau para o Brasil, diferente da Costa do Marfim, que é um fornecedor autorizado. O ministério pediu que as secretarias de Comércio e Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária investiguem possíveis casos de triangulação dessas amêndoas, que podem trazer riscos fitossanitários.
Esta suspensão permanecerá válida até que o governo da Costa do Marfim apresente um documento formal garantindo que não há mistura de amêndoas de países vizinhos nas cargas enviadas ao Brasil.

