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segunda-feira, 02/02/2026

Brasil bate recorde na produção de petróleo em 2025

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Em Brasília

NICOLA PAMPLONA
FOLHAPRESS

Em 2025, o Brasil alcançou um novo recorde na produção de petróleo, atingindo 3,77 milhões de barris por dia, um aumento de 12,3% em relação ao recorde anterior de 2023, conforme informado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Esse aumento significativo deve-se à entrada em operação de grandes plataformas no pré-sal. Além disso, a produção de gás natural também registrou um recorde, chegando a 179 milhões de metros cúbicos por dia, embora nem todo o gás produzido seja transportado até o continente.

O crescimento da produção de petróleo ajudou a commodity a liderar as exportações brasileiras pelo segundo ano seguido, com vendas que somaram 44,6 bilhões de dólares em 2025.

Segundo a ANP, o pré-sal foi responsável por quase 80% da produção nacional de petróleo e gás. Três campos — Tupi, Búzios e Mero — concentraram mais de 56% da produção e estão localizados no litoral do Rio de Janeiro, refletindo a concentração da renda do setor na região.

Em dezembro de 2025, a Petrobras representou cerca de dois terços da produção total, enquanto a Shell foi a segunda maior produtora, com pouco mais de 10%. A estatal PPSA, parceira obrigatória em campos do pré-sal, ficou em quarto lugar.

Organizações ambientalistas questionam o aumento acelerado da produção e pedem que o governo defina limites mínimos para reduzir o uso de combustíveis fósseis. Elas sugerem que o Brasil poderia evitar novas áreas de exploração, como a bacia da Foz do Amazonas, utilizando de forma mais moderada as reservas já descobertas, reservando-as para garantir o consumo interno em setores que são difíceis de descarbonizar.

Com o ritmo atual, a Petrobras possui reservas para quase 13 anos, tendo reposto suas reservas de forma consistente, descobrindo 1,7 barril para cada barril produzido em 2025, sem necessidade de explorar novas fronteiras.

Por outro lado, o setor energético e a indústria do petróleo defendem que o país não pode abrir mão do potencial econômico do petróleo e precisa buscar novas áreas para compensar o declínio esperado das reservas do pré-sal na próxima década.

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