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Economia

Brasil bate recorde com 726 mil jovens aprendizes em abril

Foto: Reprodução

O Brasil atingiu um número histórico em abril de 2026 com 726.025 jovens contratos ativos de aprendizagem, o maior da série histórica, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Entre janeiro e abril, o saldo positivo foi de 54.821 jovens aprendizes inseridos no mercado de trabalho. A indústria foi o setor que mais criou vagas no período, com 35.751, seguida por Serviços (7.613), Comércio (5.056), Construção Civil (5.050) e Agropecuária (1.351). As oportunidades concentraram-se principalmente em serviços administrativos e produção industrial.

Somente em abril, foram abertas 8.772 vagas, com destaque para a indústria (2.733), Comércio (2.547), Serviços (2.010), Construção Civil (835) e Agropecuária (647).

O perfil dos aprendizes ativos mostra que 52,91% são mulheres e 47,09% homens. Quanto à cor ou raça, 47,22% são pardos, 41,59% brancos, 9,95% pretos, 0,58% amarelos e 0,25% indígenas. Em termos de idade, 65,67% têm até 17 anos, 33,97% entre 18 e 24 anos, e 0,36% possuem mais de 25 anos, sendo esse último grupo, pessoas com deficiência para as quais não há limite de idade.

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João Victor da Motta, diretor do Departamento de Políticas de Trabalho para a Juventude do MTE, destaca que o crescimento na aprendizagem profissional nos últimos quatro anos mostra a importância de políticas públicas para o primeiro emprego e qualificação profissional. Ele enfatiza que a aprendizagem é uma ferramenta fundamental para a inserção dos jovens no mercado, garantindo direitos trabalhistas e a possibilidade de aprender na prática.

A Lei da Aprendizagem nº 10.097/2000 regula que o contrato de aprendizagem tem duração máxima de até dois anos, com carteira assinada e direitos como 13º salário, salário mínimo por hora e FGTS com alíquota de 2%. A jornada de trabalho é reduzida: até seis horas diárias para quem não concluiu o ensino fundamental e até oito horas para quem finalizou o ensino médio.

Podem participar jovens entre 14 e 24 anos incompletos. É obrigatório estar matriculado e frequentando o ensino fundamental ou médio caso a educação básica não esteja concluída. A contratação deve estar vinculada a um curso de aprendizagem profissional reconhecido e cadastrado no MTE. Estabelecimentos com ao menos sete empregados em funções que exijam formação profissional devem reservar entre 5% e 15% das vagas para aprendizes.

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