O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu nesta terça-feira, 12 de maio, o fim imediato da escala 6×1, propondo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e garantindo dois dias de descanso pago, sem perda no salário dos trabalhadores.
Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, Boulos criticou planos que sugerem longos prazos para a mudança. Segundo ele, não faz sentido adiar uma medida que é para beneficiar os trabalhadores. Uma transição curta de até 60 dias poderia ser aceita para que os setores se adaptem, mas adiamentos maiores são inaceitáveis.
Boulos explicou que é importante reduzir a jornada diária de 44 para até 40 horas, para evitar que o fim da escala 6×1 apenas redistribua as horas do sábado para os outros dias, mantendo a mesma carga semanal.
Ele confirmou que participará, junto ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, de uma audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados para discutir a proposta que altera a jornada de trabalho. Essa audiência faz parte de um processo para ouvir especialistas e líderes políticos.
Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto de lei para reduzir a jornada para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem diminuir salários. A ideia é oferecer mais tempo para a família, lazer, cultura e descanso, o que também pode aumentar a produtividade.
O ministro destacou que a medida pode trazer benefícios econômicos e sociais, contestando preocupações sobre possível queda na produção. Ele ressaltou que trabalhadores cansados têm mais problemas de saúde e cometem mais erros, enquanto trabalhadores descansados produzem melhor e têm menos acidentes.
O governo lançou a campanha “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito” para informar trabalhadores e empregadores sobre as vantagens da mudança, valorizando o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
A entrevista contou com a participação de diversas rádios e portais de várias regiões do país, ampliando o debate sobre o tema.
