O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou a criação do Grupo de Trabalho Técnico (GTT) para o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, em uma cerimônia na Fiocruz nesta terça-feira (27).
Essa ação reúne vários ministérios para garantir direitos e diminuir desigualdades em uma das áreas mais populosas do país. Boulos destacou a necessidade do governo estar próximo das comunidades, indo além da segurança pública, investindo em urbanização, saúde digital e moradia popular.
Segundo o ministro, é fundamental que os líderes estejam presentes nas comunidades, escutem as pessoas e compreendam suas realidades para levar soluções ao governo federal.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, natural da Maré, falou sobre o orgulho de voltar à sua comunidade e ressaltou a importância da união local. Representantes das associações de moradores também participaram do evento.
Valcler Rangel, presidente em exercício da Fiocruz, enfatizou a importância de uma ação conjunta entre saúde, segurança e educação, junto da sociedade civil, para fortalecer os territórios.
A secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, informou que o programa SUS Digital será implantado na Maré, com um investimento de R$ 1,7 milhão em Telesaúde, que já atendeu mais de 24 mil teleconsultas em seis unidades básicas de saúde.
O governo federal investirá mais de R$ 170 milhões para melhorar a vida dos moradores da região.
Durante a visita, Boulos e Anielle Franco ouviram demandas das associações locais no Polo Gastronômico e no Memorial das Vítimas da Violência Armadas, destacando a necessidade de reduzir os impactos sociais das operações policiais e aumentar a presença do governo em políticas sociais, educacionais, culturais e de infraestrutura.
O GTT é resultado de um processo de escuta iniciado em 2023, com demandas da articulação Redes da Maré e das 16 associações da região. O grupo vai coordenar e acompanhar compromissos assumidos em um Caderno de Respostas, destacando prioridades por meio de diagnósticos feitos junto à comunidade.
Coordenado pela Secretaria Nacional de Participação Social, o grupo inclui ministérios como Casa Civil, Cidades, Saúde, Educação, Justiça e Segurança Pública, além de instituições como UFRJ, UFF e IFRJ, para garantir acesso a direitos e participação social nas 16 favelas da Maré.
