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domingo, 30/11/2025

Bolsonaro nega usar Abin para espionar opositores e críticos

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Em Brasília

Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, declarou neste sábado em Brasília que não empregou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para vigiar seus adversários, conforme apontado pela Polícia Federal. Segundo ele, “ninguém alegou estar sendo monitorado”.

Bolsonaro fez essas afirmações após sair do hospital DF Star, onde foi diagnosticado com uma suspeita de pneumonia viral. O ex-presidente teve um mal-estar na última sexta-feira em Goiás.

A Polícia Federal finalizou recentemente o relatório do inquérito sobre a chamada Abin paralela. Embora Bolsonaro não tenha sido indiciado por organização criminosa, pois já responde a esse crime em outras investigações, a corporação o indicou como o “principal decisor” do esquema. As apurações sugerem que o grupo espionava ilegalmente políticos, membros do Judiciário e jornalistas.

“Para que eu iria querer saber se você está em determinado lugar hoje? Não faz sentido. Se precisasse, faria contato direto com a autoridade, ligando para o gabinete sem problema algum. Inventaram essa história de que eu estaria monitorando pessoas. Para que isso? Alguém reclamou de estar sendo vigiado?”, questionou.

O ex-presidente também ressaltou que o chefe do Executivo não controla as ações de inteligência. “(Como presidente) você não tem acesso nem domínio sobre a inteligência no Brasil, seja das Forças Armadas, da Abin ou da Polícia Federal. Ninguém tem”, destacou.

Depois de deixar o hospital, Bolsonaro divulgou um vídeo convocando seus apoiadores para o ato na próxima semana na Avenida Paulista, dizendo que é “por liberdade, por justiça”.

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