Na noite desta segunda-feira (28/7), cerca de dez pessoas se reuniram para um ato em apoio à liberdade dos presos do 8 de janeiro. Com cartazes em mãos, os manifestantes pediam o perdão dos condenados por envolvimento ou financiamento dos eventos antidemocráticos que resultaram na destruição dos prédios dos Três Poderes em Brasília.
Os organizadores prometeram uma vigília, que iniciou por volta das 21h, dedicando orações a alguns dos 150 nomes dos condenados mencionados em uma lista. O evento ocorreu na Torre de TV da capital federal.
Os manifestantes utilizaram correntes como símbolo do que chamam de prisão política. Entre os lembrados estava o ex-deputado Daniel Silveira. A vigília também contou com a participação de Ilda dos Santos, 84 anos, e de familiares dos presos, como Célia Santos, irmã de Adalgiza Maria Dourado, conhecida por ter denunciado violações de direitos humanos no Presídio Feminino do Distrito Federal.
Tanieli Telles, advogada que representa os presos, afirmou: “São 150 pais e mães, avós, filhos e netos que foram presos e condenados por crimes que não cometeram”. Ela ressaltou ainda que esta foi a primeira vigília do grupo, que anteriormente havia se reunido em frente ao hospital onde o ex-presidente Jair Bolsonaro passou por cirurgia em abril.
A advogada declarou que o ato tem caráter espiritual, não político: “Convidamos famílias que estão conosco desde o início. Quem quiser vem orar, buscar a Deus e interceder por essas pessoas, nosso objetivo é promover a paz.”
Célia Santos declarou com convicção: “Juntos somos mais fortes e, com Jesus, somos invencíveis”. Já Ilda dos Santos acrescentou: “Estamos nesse propósito, e Deus tem nos visitado com muito poder, sentimos a presença de Deus”.
A demonstração desta segunda-feira pediu ao Congresso Nacional a votação rápida do projeto de anistia, que está nas mãos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). No entanto, o projeto não avançou antes do recesso iniciado em 18 de julho.
Desde 2024, o partido de Jair Bolsonaro tenta colocar o projeto em andamento, porém enfrenta falta de apoio político e desafios externos, incluindo recentes medidas econômicas como a imposição de tarifas elevadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o que dificulta a aprovação do tema.