20 C
Brasília
quarta-feira, 11/02/2026

bolsa sobe a 190 mil pontos com dados positivos dos EUA e fala de Galípolo

Brasília
nublado
20 ° C
20 °
20 °
89 %
1.4kmh
100 %
qui
22 °
sex
25 °
sáb
26 °
dom
27 °
seg
20 °

Em Brasília

A Bolsa de Valores está com forte alta hoje, impulsionada por dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.

No Brasil, economistas e investidores também estão atentos às declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além dos resultados financeiros da TIM e da Suzano.

Por volta das 14h36, o índice Ibovespa subiu 2,25%, chegando a 190.123 pontos e caminhando para superar seu recorde histórico. No máximo do dia, o índice alcançou 190.561 pontos, batendo um novo recorde no pregão.

O dólar, por sua vez, caiu 0,31%, sendo cotado a R$ 5,180, com mínima no dia de R$ 5,169.

O relatório sobre o emprego nos EUA mostrou que foram criados 130 mil novos empregos em janeiro, superando as expectativas que previam 70 mil vagas. Em dezembro, o aumento foi de apenas 48 mil.

A taxa de desemprego também caiu de 4,4% em dezembro, indicando uma estabilização no mercado de trabalho americano que pode permitir que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros estáveis por algum tempo enquanto monitora a inflação.

Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, destaca que o mercado de trabalho americano permanece forte apesar da pressão inflacionária. Ele explica que os próximos dados sobre emprego e inflação serão importantes para definir a direção da política monetária.

Espera-se que a taxa de juros americana se mantenha entre 3,5% e 3,75% na próxima reunião em março, o que é favorável para os mercados globais, já que taxas mais baixas nos EUA tendem a atrair menos recursos para investimentos considerados seguros na renda fixa.

Internacionalmente, políticas recentes dos EUA incentivam a diversificação dos investimentos para fora do país, o que levou a um influxo expressivo de recursos para a Bolsa brasileira em janeiro. Essa tendência mantém-se em fevereiro, ajudando o índice a alcançar níveis recordes.

Parte desse aumento de investimentos estrangeiros no Brasil também está ligada à expectativa de reduções na taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Gabriel Galípolo comentou que o Banco Central deve agir com cautela e basear suas decisões em dados concretos para aumentar a confiança nas decisões sobre juros, previsto para março. Ele compara o Banco Central a um transatlântico que precisa se mover com calma e suavidade para gerenciar os ciclos econômicos.

Galípolo ressaltou que devido à incerteza nas projeções, o Copom optou por esperar 45 dias para iniciar um novo ciclo de alterações nas taxas com mais segurança.

Na Bolsa de Valores, as opções indicam uma maior probabilidade de corte de 0,5 ponto percentual na Selic em março, seguido de possibilidade menor de redução de 0,25 ponto ou até 0,75 ponto.

O diferencial entre as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos tem atraído investimentos estrangeiros para o país, contribuindo para a valorização do real e redução da cotação do dólar nos últimos meses.

Galípolo evitou indicar quais serão as próximas decisões de política monetária para evitar criar incertezas desnecessárias. Ele também afirmou que a atuação do Banco Central não será influenciada por pesquisas eleitorais, já que sua visão de política monetária vai além do período eleitoral.

Uma recente pesquisa mostrou que o presidente Lula lidera as intenções de voto para o primeiro turno, e o senador Flávio Bolsonaro permanece em segundo lugar.

Lilian Linhares, sócia da Rio Negro Family Office, observa que o mercado ainda não está reagindo fortemente às eleições, considerando a economia e o fluxo dos investimentos estrangeiros como fatores mais relevantes no momento.

O foco principal agora é como a entrada de capital estrangeiro vai evoluir, pois uma continuidade nesse fluxo tende a manter o suporte para a Bolsa e o real, enquanto uma desaceleração poderá provocar movimentos mais técnicos de ajuste.

No setor corporativo, as ações da Suzano e da TIM tiveram valorização significativa, de 11% e 9% respectivamente, após divulgação dos resultados do quarto trimestre. A Petrobras e a Vale também registraram alta de mais de 3% cada.

Veja Também