Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostrou que o programa Bolsa Família não faz as mulheres saírem do mercado de trabalho, exceto as mães com crianças até seis anos, por conta dos cuidados com a casa e família.
A pesquisa aponta que as mulheres passam cerca de dez horas a mais por semana cuidando da casa e família, sem receber por isso, quando comparadas aos homens. A presença das mulheres no mercado de trabalho é muito importante para o crescimento do país. Se a diferença entre homens e mulheres trabalhando diminuísse pela metade, a economia poderia crescer meio ponto percentual até 2033.
O estudo também destaca que quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são lideradas por mulheres, que cuidam do dinheiro da família. Porém, a chegada dos filhos pequenos faz muitas mulheres pararem de trabalhar fora: metade delas deixa o trabalho até dois anos após o nascimento do primeiro filho.
Para ajudar, o FMI sugere que o governo facilite o acesso a creches, incentive as mulheres a trabalharem fora e promova igualdade salarial entre homens e mulheres para diminuir as desigualdades e melhorar a economia.
*Com informações da Agência Brasil
