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Economia

Bolsa abre em alta impulsionado por dados econômicos

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Às 10:13, o Ibovespa subia 0,52 %, a 108.800,37 pontos

Bolsa: manhã desta segunda-feira também foi marcada por fala do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre retomar tarifas sobre exportações de metais do Brasil e da Argentina (Germano Lüders/Exame).

São Paulo — O Ibovespa mostrava tendência positiva no início da sessão desta segunda-feira, diante de dados econômicos fortes no Brasil e no exterior, em manhã também marcada por fala do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre retomar tarifas sobre exportações de metais do Brasil e da Argentina.

 

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Economia

Vendas subiram 9,9% na semana da Black Friday, aponta Serasa

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Primeira parcela do 13º salário e do saque do FGTS, aliados à queda dos juros e da inflação, ajudaram a estimular compras

Black Friday: crescimento de 9,9% foi durante os dias quinta e sexta-feira (Manaure Quintero/Reuters)

São Paulo — As vendas do comércio de rua e shopping centers cresceram 9,9% entre os dias 29 de novembro a 1º de dezembro, período da Black Friday, comparadas ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Na semana que antecede a data, entre 19 a 25 de novembro, foi registrada alta de 9,2% nas vendas.

“O resultado reflete a melhora já esperada pelo setor varejista e acompanhou o crescimento das duas últimas datas comemorativas do comércio [Dias dos Pais e Dia das Crianças]”, disse a Serasa.

Ainda segundo economistas do Serasa, “o período também foi influenciado pelo aumento em massa da renda da população com a liberação da primeira parcela do 13º salário e do saque do FGTS que, aliados à queda dos juros e da inflação, beneficiaram o varejo e impactaram positivamente as vendas da Black Friday”.

Varejo online

Se contarmos apenas o varejo brasileiro online, o faturamento na Black Friday de 2019 foi de R$ 3,2 bilhões, apontou um levantamento da EbitNielsen. O dado é referente à receita registrada na quinta-feira, 28, e na sexta-feira, 29. O montante representa alta de 23,6% em relação à edição de 2018, quando as vendas somaram R$ 2,6 bilhões.

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Economia

Selic deve atingir mínima de 4,5% esta semana, mas corte pode ser último

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Taxa de juros já está ma mínima recorde — em 5% — e deve ser reduzida mais uma vez nesta semana, na última reunião do Copom do ano

Dinheiro; real (Priscila Zambotto/Getty Images)

Brasília — O Banco Central reduzirá a taxa básica de juros da economia, a Selic, para uma nova mínima de 4,50% ao ano na quarta-feira, de acordo com previsão unânime de economistas em uma pesquisa da Reuters e com uma indicação do próprio presidente do órgão, Roberto Campos Neto, mas dados econômicos mais fortes do que o esperado sugerem que este pode ser o último corte do ciclo.

Ao mesmo tempo que a inflação está bem abaixo da meta perseguida pelo BC e com expectativa de que assim permaneça no próximo ano, o crescimento acelerou, sugerindo que a economia está começando a responder ao estímulo monetário e às reformas econômicas do governo.

Todos os 30 economistas consultados ​​disseram que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Selic em 0,50 ponto percentual pela quarta reunião consecutiva esta semana, como claramente indicado pelo Copom em sua última reunião, em outubro.

Mas as perspectivas mudaram consideravelmente. A expectativa unânime de taxas ainda mais baixas nos próximos 12 meses na pesquisa anterior se evaporou, e sequer há visão majoritária de que a inclinação é para Selic mais baixa.

Dos 26 analistas que responderam a pesquisa, 13 disseram que a inclinação para o juro no próximo ano é para baixo, dez afirmaram ser neutra e três consideraram que é de alta.

Em outubro, todos os 25 economistas consultados disseram que as taxas ficariam mais baixas em um ano.

O Copom deve anunciar sua decisão a partir de 18h (de Brasília) da quarta-feira, ao fim de uma reunião de dois dias.

“Não vejo o Copom cortando (o juro) abaixo de 4,50%”, disse William Jackson, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics.

“(Mas) embora a economia esteja se recuperando, não estará crescendo rápido o suficiente para gerar pressões sustentadas nos preços, então não creio que haja motivos para aperto monetário nos próximos 12 meses”, acrescentou.

O fator decisivo para a inflexão parece ter sido os dados do PIB do terceiro trimestre divulgados semana passada, os quais mostraram que a economia avançou 0,6% no trimestre. O número veio melhor que o esperado, sendo o mais forte desde o início do ano passado, e levou alguns economistas a elevar suas projeções de crescimento para o próximo ano para acima da marca de 2,0%.

A inflação permanece bem contida, sem sinal de que a alta do dólar a recordes em relação ao real esteja alimentando preços mais altos ou expectativas de inflação mais altas.

No comunicado que acompanhou a decisão de corte da Selic em outubro, o Copom disse que a perspectiva benigna para a inflação “deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude”, dos juros.

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Economia

Estados e municípios têm até julho para cobrar alíquota previdenciária

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A Portaria nº 1.348 regulamenta as determinações da Emenda Constitucional nº 103, que reformulou o regime próprio (RPPS) dos funcionários públicos da União

(foto: Julio Lapagesse/CB/D.A Press)

Os governos estaduais e municipais têm prazo até 31 de julho de 2020 para começar a descontar a alíquota de 14% da contribuição previdenciária dos seus servidores, de acordo com a Portaria nº 1.348, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, publicada no Diário Oficial da União. A norma regulamenta as determinações da Emenda Constitucional nº 103, que reformulou o regime próprio (RPPS) dos funcionários públicos da União. No entanto, a portaria tem um detalhe que passou despercebido à maioria, de acordo com Washington Barbosa, especialista em previdência e diretor da Rede Internacional de Excelência Jurídica: os servidores estaduais e municipais, com a nova regra, em alguns casos, poderão pagar mais que os colegas do governo federal.

“A Emenda 103, no que se refere a regime próprio, só tratou da União, estabelecendo que os servidores federais terão alíquotas progressivas que vão de 7,5% a 22%. No entanto, para os estaduais e municipais, a portaria diz claramente que eles terão uma alíquota mínima de 14% — única e não progressiva. Assim, em tese, enquanto PEC Paralela (PEC nº 133) — que poderá definir a progressividade — não for aprovada, ou se não for aprovada, os servidores de estados e municípios, em regimes próprios, passarão a pagar mais que os da União”, alertou Barbosa.

Situação complicada

A Portaria nº 1.348 tem alguns artifícios, destaca Barbosa. “Na verdade, não há obrigação de cobrar os 14%, desde que estados e municípios provem que não têm deficit previdenciário, o que é impossível no momento, já que todos estão em situação complicada”, reforçou. Casos os entes não se adéquem, ficam sujeitos a não receber o certificado de regularidade previdenciária. Nessa hipótese, não receberão transferências voluntárias, como recursos de emendas orçamentárias apresentadas por parlamentares. Para Vladimir Nepomuceno, ex-assessor do Ministério da Fazenda, do ponto de vista político, a portaria demonstra que as reformas não se limitam a alterações na Constituição Federal.

“Precisamos ficar atentos. As emendas constitucionais, em muitos casos, abrem as porteiras para que o governo possa agir livremente, retirando direitos e impondo perdas aos trabalhadores sem sequer pedir autorização ao Congresso ou debater com a sociedade. É uma das faces do autoritarismo”, criticou. Na análise de Nepomuceno, o governo diz que estados e municípios são livres e independentes, “mas se não fizerem o que quer o governo federal, ficam sem o dinheiro que, inclusive, é deles por direito”.

 

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