O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que vai disponibilizar R$ 70 bilhões em financiamentos para o Plano Safra 2025/2026, a maior quantia já oferecida pelo banco, um aumento de 5% em relação ao ano anterior.
No entanto, esse valor está abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, o que significa que não representa um aumento real.
O Plano Safra é uma das principais políticas do governo federal para facilitar empréstimos com juros baixos aos produtores rurais, sendo o BNDES o principal apoiador financeiro dessa iniciativa.
Para o período de 12 meses até julho, R$ 39,7 bilhões serão liberados por programas do governo federal para o setor agropecuário, enquanto outros R$ 30 bilhões virão dos próprios recursos do BNDES. Esses recursos podem ser usados para custear a produção, fazer investimentos e comercializar produtos.
Dos recursos governamentais, R$ 26,3 bilhões são destinados a produtores médios e grandes da agricultura empresarial, com taxas de juros que variam entre 8,5% e 14% ao ano.
Produtores familiares terão acesso a R$ 13,4 bilhões, com juros que vão de 0,5% a 8% ao ano.
Parte do total, R$ 14,4 bilhões, terá o custo financeiro atrelado ao dólar, beneficiando especialmente o agronegócio exportador, para que a dívida acompanhe as receitas em moeda estrangeira.
O BNDES apoia o Plano Safra tanto diretamente, por meio da concessão de empréstimos, quanto indiretamente, pela parceria com 80 instituições financeiras autorizadas em todo o país.
Lançado em 1º de julho, o Plano Safra oferece um total de R$ 516,2 bilhões em crédito rural, englobando também outras fontes de financiamento além do BNDES. O Ministério da Agricultura e Pecuária coordena essa iniciativa, que contempla operações de custeio, comercialização e investimento.
Safra recorde
O Brasil se prepara para colher uma safra recorde em 2025. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 333,3 milhões de toneladas, um aumento de 13,9% em comparação com 2024.
Fonte: Agência Brasil