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segunda-feira, 02/02/2026

BNDES libera crédito de R$ 1,3 bi para compra de caminhões

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Em Brasília

LEONARDO VIECELI
FOLHAPRESS

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) já aprovou R$ 1,3 bilhão em uma linha de crédito destinada a renovar a frota de caminhões no Brasil, conforme informação divulgada pela instituição nesta segunda-feira (2).

Esse programa foi anunciado em dezembro pelo governo Lula (PT) com um orçamento total de R$ 10 bilhões, incluindo R$ 4 bilhões provenientes do banco e R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional.

As taxas de juros oferecidas variam entre 13% e 14% ao ano, bem menores que a média do setor, que é de cerca de 22%. Os empréstimos do BNDES são intermediados por bancos parceiros.

O objetivo é ajudar na compra de caminhões novos, mais eficientes e que poluem menos, além de seminovos que atendam critérios ambientais e sejam fabricados a partir de 2012.

Até o momento, o programa beneficiou caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas transportadoras de 532 cidades, com 1.152 operações realizadas em janeiro, cada uma com um valor médio de R$ 1,1 milhão.

O prazo para pagamento dos financiamentos é de até 60 meses, com carência de até seis meses, e o limite de crédito pode chegar a R$ 50 milhões por beneficiário.

Do total disponível, R$ 1 bilhão está reservado para transportadores autônomos e pessoas físicas associadas a cooperativas, destacando o caráter social e inclusivo da iniciativa.

O governo Lula defende o papel fortalecido do BNDES no financiamento de vários setores da economia, embora alguns economistas tenham receio de que isso possa inflar demais as operações do banco.

A direção do BNDES afirmou que aposta em setores estratégicos, como energia limpa e inovação.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso após julgamento da tentativa de golpe de Estado, tem apoio entre caminhoneiros, e politicamente essa linha de crédito é vista como um gesto do presidente Lula para o setor, próximo às eleições de 2026.

Defensores alegam que o setor enfrenta uma forte desaceleração, o que pode impactar negativamente os empregos.

Em setembro de 2025, a Folha já destacava a preocupação das empresas com a escassez de motoristas, especialmente pela dificuldade de atrair pessoas mais jovens para a profissão.

Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o governo “garante mais segurança nas estradas, reduz o impacto ambiental e dá um grande impulso à indústria nacional”.

Segundo ele, “caminhoneiros, cooperativas e empresas de transporte agora têm condições melhores para substituir veículos antigos e poluentes por caminhões novos ou seminovos, mais seguros e eficientes”.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou que o programa é um modelo moderno e eficaz para renovar a frota.

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