O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 244,9 milhões para a construção de uma nova planta de biometano na cidade de Edéia, em Goiás. Essa unidade será administrada pela empresa bp bioenergy.
O investimento virá de duas fontes: R$ 193,4 milhões do Fundo Clima e R$ 51,4 milhões da linha Finem. A planta terá capacidade para produzir cerca de 67.000 metros cúbicos normais de biometano por dia, utilizando como matéria-prima a vinhaça, um subproduto da produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.
Atualmente, a vinhaça é usada diretamente na agricultura para fornecer nutrientes às plantações. Após o projeto ser implantado, ela passará por um processo de biodigestão para gerar biometano, e o resíduo resultante continuará a ser aplicado na lavoura, mantendo a nutrição do solo e promovendo a economia circular.
Espera-se que o projeto, com conclusão prevista para 2027, gere cerca de 300 empregos diretos e indiretos. O investimento total será de R$ 275,8 milhões.
De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o financiamento ajuda a descarbonizar as operações da empresa e amplia a oferta de biometano para os setores industrial e de transportes, podendo reduzir até 90% das emissões de gases de efeito estufa quando comparado ao diesel atualmente usado.
A bp bioenergy, que opera 11 unidades em cinco estados do Brasil, é uma das maiores produtoras de etanol do país e possui grande volume de vinhaça da produção. O biometano gerado será distribuído pela Ultragaz, parceira responsável pela comercialização e entrega do combustível para clientes industriais e de transporte na região.
Para Andres Guevara de la Vega, presidente da bp bioenergy, o projeto une tecnologia, economia circular e parcerias estratégicas, transformando um subproduto do etanol em uma nova fonte de energia limpa e renovável, contribuindo para o crescimento da bioenergia no Brasil.

