NICOLA PAMPLONA
FOLHAPRESS
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou que em 2025 registrou um lucro recorrente de R$ 15,2 bilhões, marcando um crescimento de 15,4% em relação ao ano anterior e alcançando o maior lucro de sua história.
O banco também registrou recordes em diversos indicadores, incluindo a aprovação de créditos, com R$ 366 bilhões liberados, um aumento de 32% comparado a 2024. A carteira total de ativos chegou a um valor histórico de R$ 962 bilhões, enquanto a carteira de crédito atingiu R$ 664 bilhões, a maior desde 2016.
Alexandre Abreu, diretor financeiro e de mercado de capitais do BNDES, destacou a recuperação dos ativos do banco, que vinham caindo nos últimos anos, e comemorou o aumento do caixa livre, que passou de R$ 16 bilhões em 2022 para R$ 61 bilhões em 2025.
Os desembolsos totais do ano somaram R$ 169,7 bilhões, um aumento de 27%, e as aprovações de crédito chegaram a R$ 237,9 bilhões, 12% mais que no ano anterior. As consultas para novos financiamentos também cresceram 19%, totalizando R$ 389,2 bilhões.
A indústria foi o setor que mais puxou as aprovações, crescendo 35% e alcançando R$ 71 bilhões, ultrapassando o agronegócio pela primeira vez em 2024. Para micro, pequenas e médias empresas, as aprovações chegaram a R$ 224 bilhões em 2025, um aumento de 43%.
Considerando eventos não recorrentes, o lucro líquido do BNDES foi de R$ 26,8 bilhões, alta de 1,7%, refletindo recuperações de crédito e ganhos com participações em empresas como Petrobras, JBS e Axia Energia.
Abreu explicou que a estratégia do banco foi manter as participações acionárias em espera de valorização e dividendos, o que gerou ganhos significativos de R$ 54,8 bilhões desde 2023.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco pretende focar em empresas inovadoras, mencionando a Eve, da Embraer, que trabalha em projetos como o carro voador tecnológico e-VTOL.
Além disso, o banco anunciou participação no aumento de capital da Simpar, que atua em transporte de cargas e aluguel de máquinas, com o objetivo de modernizar a frota da empresa.
Mercadante também defendeu a criação de um novo programa de apoio a empresas brasileiras afetadas por tarifas comerciais, chamado Brasil Soberano 2, visando setores como fertilizantes, siderurgia e alumínio, que enfrentam déficits e tarifas elevadas.
