A Binance retomou os saques gradualmente no domingo, 1º de novembro, depois de sofrer um ataque hacker que resultou no roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões. A empresa informou que conseguiu cobrir 95% dos ativos afetados até o momento.
A reabertura dos saques foi planejada para ocorrer entre 3h e 6h, no horário de Brasília, e está sendo feita de forma gradual, à medida que as verificações de segurança são concluídas. Os ativos liberados na primeira fase incluem bitcoin, ether, BNB, Solana, XRP e dogecoin, com outras moedas a serem liberadas depois.
Os saques foram suspensos como medida preventiva após a detecção de transferências não autorizadas. Durante esse período, os depósitos continuaram disponíveis.
Em atualização divulgada no domingo, a Binance afirmou que elevou de 90% para 95% o percentual dos ativos recuperados. O restante corresponde a criptomoedas com menor liquidez, que exigem mais tempo para recomposição. A empresa garantiu que assumirá totalmente as perdas causadas pelo ataque, sem repassar prejuízos aos clientes. Os ativos de usuários brasileiros foram protegidos.
Investigação
O ataque ocorreu na quinta-feira, 29 de outubro. Inicialmente, suspeitou-se que a invasão se deu pelo comprometimento do computador de um funcionário, mas investigações posteriores identificaram outras falhas nos sistemas da empresa.
No sábado, o FBI atribuiu o ataque ao grupo TraderTraitor, uma unidade cibernética ligada à Coreia do Norte. Segundo a agência, os responsáveis foram identificados movimentando os valores roubados e convertendo parte deles em ether, criptomoeda da rede Ethereum.
Autoridades alertaram sobre a possibilidade de operações de lavagem dos recursos desviados. A investigação conta com colaboração de empresas do setor de criptomoedas e de autoridades internacionais.
A Binance continuará trabalhando para recuperar os valores e para fortalecer a segurança da plataforma. A empresa planeja divulgar um relatório detalhado após o fim das investigações.

