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terça-feira, 03/02/2026

Bill Clinton e Hillary aceitam depor no caso Epstein

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, concordaram em prestar depoimento em uma investigação realizada pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, relativa ao caso envolvendo Jeffrey Epstein.

Os depoimentos acontecerão a portas fechadas e fazem parte das investigações para esclarecer o grau de envolvimento e conhecimento do casal sobre as circunstâncias relacionadas ao financista. O Comitê procura entender as conexões, o contexto das relações e o que ambas as partes sabiam na época dos fatos investigados. Até o momento, nenhum dos dois é acusado formalmente de qualquer delito relacionado ao caso.

Bill Clinton teve uma relação social documentada com Jeffrey Epstein durante os anos 1990 e início dos anos 2000. Há registros de voos que mostram o ex-presidente utilizando o avião particular do financista em várias ocasiões, deslocamentos esses que, segundo sua assessoria, estavam ligados a atividades oficiais e filantrópicas. O ex-presidente afirma ter rompido contato com Epstein antes da divulgação pública das acusações e nega qualquer conhecimento de atividades ilícitas.

Em relação a Hillary Clinton, não existem registros públicos que indiquem envolvimento direto ou proximidade semelhante ao do ex-presidente. Ela não consta em listas de voos nem foi mencionada em processos judiciais relacionados a Epstein.

Essa investigação faz parte de um esforço legislativo mais amplo para mapear redes de influência, eventuais falhas institucionais e identificar quem manteve contato com o financista antes de sua prisão. A aceitação dos depoimentos atende a uma exigência formal do Congresso, não implicando em culpa, mas sim em colaboração com as investigações sob juramento.

O caso Epstein envolve graves acusações de exploração sexual e tráfico de menores, além de conexões com diversas figuras influentes nos Estados Unidos e internacionalmente. A continuidade das investigações busca assegurar a responsabilização adequada e evitar impunidade neste que é considerado um dos maiores escândalos de abuso e poder da última década nos EUA.

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