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terça-feira, 27/01/2026

Bhp vai recorrer e indica acordo de indenização como solução

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A mineradora australiana Bhp, que afirma que a qualidade da água do rio retornou ao normal após o acidente, reconheceu a tragédia, mas defendeu-se durante o julgamento em Londres, dizendo que priorizou a segurança e agiu com responsabilidade.

Dez anos depois do desastre ambiental em Mariana (MG), que impactou mais de 600 mil pessoas com o rompimento da barragem de Fundão, um tribunal britânico decidiu nesta sexta-feira (14/11) que a gigante mineradora australiana Bhp tem ‘responsabilidade parcial’ pelo desastre. A decisão pode abrir caminho para indenizações milionárias.

A mineradora já anunciou que irá apelar da sentença. A empresa também considera que a solução ideal envolve um acordo de indenização e compensação no valor de R$ 170 bilhões (€ 28 bilhões), firmado no ano passado no Brasil.

Porém, a maioria dos 620 mil demandantes no julgamento de Londres — incluindo 31 municípios brasileiros, empresas e vários grupos indígenas — afirma não estar coberta pelo acordo e busca obter uma compensação maior nos tribunais britânicos.

O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa os demandantes, estimou há dois anos que o montante em disputa no processo britânico poderia chegar a 36 bilhões de libras esterlinas (R$ 251 bilhões), embora o valor dependa da quantidade de demandas aceitas.

Vale e Bhp foram inocentadas há um ano em um processo criminal por um tribunal brasileiro, devido à carência de evidências suficientes que comprovassem sua responsabilidade pelo rompimento da barragem, uma decisão que gerou fortes protestos entre as vítimas.

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