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terça-feira, 24/03/2026




Bebê com sarampo em São Paulo destaca a importância da vacina

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Um caso de sarampo foi confirmado em um bebê de 6 meses em São Paulo recentemente, o que reforça a necessidade de manter a vacinação em dia para proteger os pequenos que ainda não podem receber a vacina. A criança contraiu o vírus durante uma viagem à Bolívia, país que está enfrentando um surto desde o ano passado.

O bebê ainda não tinha idade para a primeira dose da vacina tríplice viral, que é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos 12 meses e protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Aos 15 meses, é aplicada a vacina tetra viral, que adiciona proteção contra catapora.

Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), altas taxas de vacinação criam uma proteção coletiva que ajuda a proteger os bebês que ainda não foram imunizados. “A vacina do sarampo impede que a pessoa fique doente e transmita o vírus com alta eficácia”, explica Kfouri.

Em 2023, o Brasil teve 92,5% das crianças com a primeira dose da vacina, mas apenas 77,9% completaram o esquema no tempo certo. Este é o primeiro caso confirmado em 2024, após 38 casos em 2023, maioria trazidos do exterior. Apesar disso, o Brasil mantém o certificado de área livre de sarampo da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), desde 2024.

O país perdeu o certificado em 2019 devido a surtos iniciados por casos importados. Kfouri alerta que o sarampo é muito contagioso, principalmente entre quem não está vacinado, e que a imunização em altos níveis é essencial para evitar surtos locais, mesmo com viagens internacionais.

Nas Américas, a situação preocupa: 14.891 casos em 14 países em 2023, com 29 mortes. Até 5 de março de 2024, 7.145 casos foram confirmados, quase metade do ano anterior, principalmente no México, Estados Unidos e Guatemala. A maioria dos casos ocorre em pessoas não vacinadas, especialmente crianças com menos de 1 ano.

O sarampo não é uma doença leve: para cada mil casos, cerca de uma pessoa pode morrer, e surtos recentes têm causado complicações graves como pneumonia e encefalite. Os sintomas são manchas vermelhas, febre alta, tosse, coriza e olhos irritados. A doença também enfraquece o sistema imunológico por meses, aumentando o risco de outras infecções.

A vacinação oferece proteção vitalícia para quem recebe as doses no tempo indicado. Crianças e adultos que não têm comprovação da vacina devem se vacinar: duas doses com um mês de intervalo para quem tem de 5 a 29 anos, e uma dose para pessoas de 30 a 59 anos. A vacina não deve ser aplicada em gestantes e pessoas com imunidade comprometida.




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