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quarta-feira, 07/01/2026

BC questiona inspeção do TCU no caso Master e pede decisão em grupo

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ADRIANA FERNANDES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O Banco Central (BC) contestou a decisão do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, que permitiu uma inspeção no órgão para analisar documentos relacionados ao caso Master.

O BC defende, no recurso apresentado ao próprio TCU, que essa inspeção deve ser aprovada por um grupo de ministros da Corte, e não por apenas um ministro.

O recurso foi apresentado na segunda-feira (5), no mesmo dia em que Jhonatan de Jesus autorizou a inspeção de forma individual.

O relator da inspeção determinou que ela deve ser feita no local, envolvendo a análise de todos os documentos do caso, em um ambiente seguro e garantindo sigilo legal. O objetivo é entender as razões e a justificativa do BC para a decisão de fechar o banco de Daniel Vorcaro.

Segundo a decisão, técnicos do TCU terão que buscar documentos ligados ao caso e avaliar como as negociações de mercado feitas por Vorcaro foram tratadas. Também será investigado se havia outras opções possíveis antes do fechamento do banco.

No recurso, o BC explica que o regimento interno do TCU determina que inspeções são usadas para preencher lacunas de informação, esclarecer dúvidas ou investigar denúncias, mas que a decisão deve ser tomada pelo grupo de ministros.

O recurso, elaborado pela Procuradoria do BC, afirma que o regimento atribui às Câmaras do TCU a responsabilidade de aprovar coletivamente a realização de inspeções.

Ao autorizar a inspeção com urgência, Jhonatan de Jesus também indicou que pode haver intervenção futura, se forem identificados atos que possam causar danos difíceis de reverter, como a venda ou a retirada de ativos do banco Master.

Essa possibilidade preocupa o mercado financeiro, pois pode mudar a decisão do BC de fechar o banco em 18 de novembro.

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