NATHALIA GARCIA
FOLHAPRESS
O Banco Central anunciou na manhã desta quarta-feira (11) o fechamento da fintech Dank Sociedade de Crédito Direto.
Na declaração oficial, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, explicou que a decisão foi tomada devido à situação financeira grave da empresa e ao descumprimento severo das regras que regulam esse tipo de instituição.
Em setembro de 2025, dados do IFData mostravam que a Dank tinha dívidas de R$ 44,8 milhões, um patrimônio líquido de apenas R$ 975 mil e prejuízo de R$ 1,355 milhão.
A empresa de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, fazia parte do grupo S5, que inclui instituições financeiras menores, reguladas pelo Banco Central, com um nível de risco simplificado e representatividade abaixo de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB).
Esse tipo de sociedade de crédito direto utiliza seus próprios recursos para conceder empréstimos e não pode captar dinheiro do público. Além dos empréstimos, pode oferecer serviços como análise de crédito, cobrança para outras empresas, venda de seguros ligados às operações feitas através de plataformas digitais e emissão de moeda eletrônica.
Nas redes sociais, a fintech era conhecida como Dank Bank, oferecendo serviços como emissão de cédulas de crédito bancário (CCB), crédito consignado, análise de risco e fornecimento de serviços financeiros para outras empresas (BaaS – Banking as a Service).
O Banco Central nomeou a empresa Faccio Administrações como responsável pela liquidação, com Valdor Faccio como responsável técnico. Com a liquidação, os bens do controlador Alcir Vidau Oldenburg e dos ex-administradores Ana Paula Bueno Cavalcante, Cláudio Roberto Alves e Tiago Coelho Przywitowski foram bloqueados.
