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domingo, 05/04/2026

Banheiro espacial de luxo na nave Artemis II

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Os quatro astronautas a bordo da nave Orion, na missão Artemis II, são os primeiros desde as missões Apollo a utilizar um banheiro espacial moderno. Avaliado em aproximadamente R$ 156 milhões, o banheiro conta com tecnologia avançada para usar na microgravidade.

O sistema foi desenvolvido para resolver problemas antigos, como vazamentos. Antes, as fezes eram coletadas em um saco preso ao corpo do astronauta. Agora, o Sistema Universal de Gestão de Resíduos (UWMS) tem um box sanitário privativo, com corrimãos e apoios para os pés para garantir estabilidade durante o uso.

O funcionamento do banheiro é por sucção: a urina é coletada por um funil acoplado a uma mangueira, e os resíduos sólidos são sugados para um saco armazenado em um compartimento fechado.

O espaço interno da Orion é reduzido, com cerca de 3,3 metros de altura e 5 metros de diâmetro, equivalente a um pequeno quarto compartilhado pelos quatro tripulantes.

O uso do banheiro é barulhento, por isso a cabine é isolada e a tripulação usa protetores auriculares. A urina é expelida diariamente da espaçonave, enquanto os resíduos sólidos são compactados e guardados para descarte na volta à Terra.

Problemas enfrentados na missão

Durante a viagem, o sistema UWMS apresentou falha no ventilador de sucção da urina pouco após o lançamento, deixando os astronautas aproximadamente seis horas sem acesso ao banheiro.

Christina Koch, única mulher da missão e astronauta da NASA, liderou o reparo com a ajuda do centro de controle em Houston, desmontando e reiniciando o equipamento para voltar ao funcionamento normal.

Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, da NASA e da Agência Espacial Canadense, embarcaram na missão para um sobrevoo na Lua, marcando o primeiro contato humano próximo ao astro em mais de cinco décadas.

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