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terça-feira, 07/07/2026

Banco Central quer limitar uso do Pix por bancos com menos segurança

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NATHALIA GARCIA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O Banco Central está pensando em criar regras para controlar o acesso ao Pix para bancos e instituições que têm segurança digital fraca. O objetivo é proteger melhor o sistema financeiro do país depois de vários ataques de hackers que resultaram em perdas milionárias desde o ano passado.

Se uma instituição não seguir as regras mínimas de segurança, ela pode sofrer punições como limites de horário, quantidade de dinheiro e dias para usar o Pix, ou até mesmo ser proibida de registrar novas chaves Pix.

Atualmente, o Banco Central só pode penalizar instituições que não respeitam as normas do Pix, mas essas punições são lentas e burocráticas, muitas vezes indo para a Justiça.

Com as novas regras em estudo, o Banco Central quer garantir que pode aplicar medidas preventivas para incentivar os bancos a melhorarem sua segurança digital.

Essas regras ainda estão em desenvolvimento e podem levar alguns meses para serem finalizadas.

Enquanto isso, o Banco Central está avaliando todas as instituições financeiras, enviando um questionário com mais de 400 perguntas sobre segurança digital, uso de inteligência artificial e proteção de dados relacionados ao Pix.

Com base nas respostas, o Banco Central vai decidir quais instituições terão essas novas medidas de segurança aplicadas.

Em 2025, o Banco Central lançou um conjunto de ações para proteger o sistema financeiro depois de perdas que totalizaram cerca de R$ 1,5 bilhão causadas por ataques de hackers, parte do dinheiro foi recuperada.

O maior ataque aconteceu em junho de 2025 e envolveu a empresa C&M Software, que fornece tecnologia para bancos e instituições financeiras. Foram desviados cerca de R$ 813 milhões de contas usadas para transferências pelo Pix.

Esse foi o maior ataque desse tipo já registrado no Brasil, segundo o Grupo FS, uma importante empresa brasileira de segurança digital.

Depois desse incidente, o Banco Central colocou um limite de R$ 15 mil para transferências via TED e Pix feitas por empresas de tecnologia que acessam o sistema financeiro. Também modificou as regras do Pix para aumentar as punições contra quem descumprir as normas.

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