O Banco Central (BC) atualizou as regras para as empresas de tecnologia que ajudam a manter o sistema financeiro do país seguro. Essas mudanças tornam as normas mais claras e exigentes para garantir uma proteção melhor.
Agora, para que essas empresas possam continuar atuando, o BC pode pedir que elas tenham mais capital, ou seja, um dinheiro reservado maior, para garantir que tenham condições financeiras robustas.
Além disso, os responsáveis por essas empresas passam a ser avaliados com mais rigor, considerando sua experiência e se possuem controle acionário. Novas regras também reforçam a governança, exigindo que façam relatórios anuais e mantenham um controle detalhado das operações.
Os procedimentos para retirar uma empresa que não cumpre as regras foram simplificados, para agir mais rápido quando necessário. Também foram ampliadas as obrigações de informar o BC sobre mudanças importantes, como troca de diretores e alterações na sociedade.
Para dar tempo de se adaptar, o BC estendeu o prazo para as empresas cumprirem as novas regras de quatro para oito meses. Durante esse período, as instituições conectadas seguem com limites nas transações via Pix e TED para garantir segurança.
Essas medidas vêm num momento em que os ataques cibernéticos ao setor financeiro têm aumentado. Recentemente, o Banco do Nordeste sofreu um ataque que interrompeu o funcionamento do Pix devido ao desvio de recursos. Ataques a provedores de serviços externos têm sido frequentes, explorando falhas em sistemas integrados.
O BC acredita que essas mudanças fortalecem a segurança, a eficiência e a transparência das empresas de tecnologia que atuam no sistema financeiro, ajudando a evitar riscos operacionais e cibernéticos e promovendo a estabilidade do sistema financeiro e de pagamentos no país.
