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domingo, 31/05/2026

Baleia Timmy passará por exame na Dinamarca

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A carcaça da baleia-jubarte chamada Timmy, que teve destaque na mídia após encalhar várias vezes na costa do Mar Báltico, foi levada no dia 30 de maio para perto de uma praia na Dinamarca, onde autoridades a retiraram das águas rasas.

Na próxima quinta-feira, 4 de junho, Timmy será submetida a uma autópsia que deve durar cerca de seis horas para descobrir qual foi a causa da morte, informou a Agência Dinamarquesa da Natureza.

O exame é importante para entender a real condição do animal após a controversa operação de resgate conduzida pela iniciativa privada. Apesar dos alertas de especialistas e várias tentativas fracassadas, autoridades da Alemanha autorizaram o transporte da baleia em uma barcaça para soltá-la no Mar do Norte. No entanto, essa medida não foi suficiente para salvar Timmy.

Timmy foi encontrada morta em 14 de maio, encalhada próxima à pequena ilha de Anholt. O corpo ficou por cerca de duas semanas à deriva nas águas próximas antes de ser recolhido.

Durante a autópsia, a equipe também irá procurar sinais de equipamentos de pesca ou plástico no sistema digestivo, que têm causado a morte de outras baleias-jubarte na Dinamarca nos últimos anos.

Timmy poderia ter sido salva?

Peter Teglberg Madsen, pesquisador de baleias com 25 anos de experiência em exames deste tipo, explicou que o principal objetivo é esclarecer a causa do falecimento, o que pode indicar se Timmy poderia ter sido salva ou não.

A utilização da barcaça para transportar Timmy — necessária porque o animal não conseguia completar o trajeto por conta própria — já havia sido criticada. Especialistas disseram que a viagem poderia causar mais estresse e até afogamento após a soltura. A liberação gerou controvérsia, pois foi feita puxando a baleia de ré com cordas presas à nadadeira caudal.

Para Madsen, a operação foi “pura crueldade animal”. Segundo ele, tratava-se de “um animal doente e magro que não poderia ser salvo, e eles simplesmente deveriam tê-la deixado em paz”.

Moradores da ilha turística, que tem cerca de 150 habitantes, mostraram insatisfação com a atenção dada ao caso e com a presença do corpo na principal praia local.

A agência ambiental pediu que as pessoas evitem se aproximar do animal pelo risco de infecção. A carcaça, inchada pelos gases da decomposição, pode até explodir.

Antes, as autoridades já tinham desistido de tentar rebocar Timmy para águas mais profundas a fim de levá-la a um porto no continente.

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