As exportações feitas por transporte aéreo no Brasil tiveram um aumento de 43% entre janeiro e março de 2026, atingindo o valor de US$ 5,8 bilhões, conforme informações do Painel de Indicadores da Carga Aérea, disponível na plataforma Hórus, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). No mesmo período, o transporte aéreo movimentou 308,7 mil toneladas, englobando operações dentro do país e internacionais.
No mercado interno, foi registrada uma movimentação total de 101,2 mil toneladas, com uma leve redução de 1,5% se comparada ao primeiro trimestre de 2025. Ainda assim, o transporte realizado por aviões cargueiros cresceu 18,3%, alcançando 39,8 mil toneladas e representando 35,6% da carga doméstica. Já o transporte em aviões mistos somou 61,4 mil toneladas, apresentando queda de 11,2%.
Entre as rotas domésticas mais movimentadas, destacam-se as ligações entre Manaus (AM) e Guarulhos (SP), e entre Manaus (AM) e Viracopos (SP). O crescimento do comércio eletrônico foi um fator importante para o aumento da demanda por serviços de logística mais ágeis e eficientes.
No âmbito internacional, a carga aérea movimentada totalizou 207,5 mil toneladas, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior. Os aviões cargueiros transportaram 99,5 mil toneladas, um aumento de 10,9%, enquanto os aviões mistos transportaram 107,9 mil toneladas, uma queda de 9,3%.
As rotas entre Brasil e Estados Unidos continuam sendo as que concentram maior volume, especialmente nas operações entre Miami (EUA) e Santiago (CHI). Os principais destinos das exportações aéreas foram Estados Unidos, Canadá e Suíça, que responderam por 48,3% do valor exportado. As importações somaram US$ 13,6 bilhões, com crescimento de 0,8%, lideradas por Estados Unidos, China e Alemanha, que juntos concentraram cerca de 45% do valor movimentado.
Produtos como farmacêuticos, máquinas, eletrônicos e cargas de alto valor agregado se mantiveram entre os itens mais importantes no comércio aéreo internacional brasileiro. Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos, destacou que o crescimento da carga aérea mostra o fortalecimento da logística e a capacidade do setor de acompanhar a expansão do comércio internacional. O Daniel Longo, secretário Nacional de Aviação Civil do MPor, ressaltou a importância do monitoramento técnico e de estudos para ajudar na criação de políticas públicas e investimentos no setor.
