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sábado, 29/11/2025

Avião usado por Maduro aterrissa na fronteira com o Brasil

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Um avião que já foi utilizado pelo presidente Nicolás Maduro da Venezuela aterrissou nesta sexta-feira (28/11) na cidade de Santa Helena de Uairén, localizada na fronteira com o Brasil. Conforme informações de sites que monitoram o tráfego aéreo, como ADS-B Exchange e FlightRadar, o voo ganhou destaque principalmente devido à tensão militar causada pela ameaça dos Estados Unidos, liderados pelo presidente Donald Trump, contra a Venezuela.

O avião, um Airbus A319-133, pertence ao governo venezuelano e possui a matrícula YV2984. Ele pousou em Santa Helena de Uairén por volta das 21h10, horário local, e permaneceu no local por cerca de 40 minutos. Santa Helena fica a aproximadamente 250 km de Pacaraima (RR), Brasil, uma distância que pode ser percorrida de carro em cerca de 3 horas.

Por volta das 21h50, a aeronave retornou a Caracas, capital da Venezuela. Esse movimento aconteceu um dia antes do anúncio de Trump sobre o fechamento do espaço aéreo venezuelano, devido a ameaças de possíveis ataques e a intensificação da presença militar dos EUA no mar do Caribe.

“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela completamente fechado. Agradeço a atenção de todos para este assunto”, declarou Donald Trump neste sábado (29/11).

A aeronave que voou até a fronteira brasileira é a mesma que foi usada por Maduro em sua visita ao Brasil, em 2023, quando participou da cúpula de presidentes da América do Sul. No entanto, até o momento, não há confirmação se ele estava a bordo no voo até Santa Helena de Uairén.

Em 2023, durante a viagem ao Brasil, esse Airbus foi acompanhado por uma segunda aeronave cujos dados eram mantidos em grau elevado de sigilo, aparecendo nos buscadores como “bloqueados”, sem informações sobre o modelo.

Em 2020, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA impôs sanções à aeronave, registrada sob a empresa estatal venezuelana Conviasa. Isso implica que, caso o avião pouse nos Estados Unidos ou em países aliados, poderá ser confiscado.

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