O Governo do Distrito Federal, através da Secretaria de Segurança Pública, divulgou o segundo Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal, que reúne dados importantes sobre violência, crimes, atuação policial e políticas públicas para melhorar a segurança da população.
Um dos pontos que mais chamou atenção foi o número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que inclui homicídios, latrocínios e lesões corporais com morte. Em 2025, houve 267 vítimas desses crimes no Distrito Federal.
Desse total, 221 foram homicídios, um aumento de 5% em comparação a 2024. Apesar do aumento recente, o estudo mostra que nos últimos 10 anos houve uma redução de 62% nesse tipo de crime, colocando o Distrito Federal entre as três regiões com menores taxas de homicídio no país.
Um fator que ajudou a diminuir a violência foram as regras sobre o horário de funcionamento dos locais que vendem bebidas alcoólicas. Segundo o levantamento, as mortes perto desses estabelecimentos caíram 19%, de 36 em 2024 para 29 em 2025.
Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública, destacou que o anuário reforça uma abordagem baseada em planejamento, dados e responsabilidade para transformar informação em ações eficazes para a população.
Feminicídios aumentam
Enquanto os homicídios chamam atenção, o crescimento dos feminicídios é motivo de maior preocupação. Em 2025, 28 mulheres foram vítimas de mortes motivadas por gênero, um aumento de 27% tanto em relação a 2024 quanto na última década.
Cássio Thyone, especialista em segurança pública, alertou que, apesar da redução de homicídios em um período maior, o aumento recente deve ser observado com atenção especial. Ele ressaltou que no caso dos feminicídios, o problema é mais grave, pois não há sinais de diminuição, mesmo com ações como prisões e políticas de proteção.
Segundo Cássio, a persistência desses crimes está ligada a estruturas sociais marcadas pelo machismo e desigualdade de gênero. É necessário investir em educação e conscientização nas escolas e famílias para promover respeito e igualdade desde a infância.
Latrocínio também subiu
O número de latrocínios, que são roubos seguidos de morte, passou para 12 casos em 2025, aumento de 50% em comparação a 2024, embora a análise dos últimos 10 anos ainda mostre redução significativa. Já as lesões corporais seguidas de morte tiveram 6 casos no ano.
O anuário mostra que, apesar dos avanços na última década, o Distrito Federal ainda enfrenta desafios no combate à violência letal, principalmente contra mulheres, e na reversão do aumento recente nos homicídios.

