O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) anunciou na última quarta-feira (28) o aumento das taxas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aplicadas à gasolina, diesel e gás de cozinha. As novas tarifas começarão a valer em 1º de fevereiro de 2027, marcando o terceiro ano seguido de reajuste nesse imposto.
O maior aumento será para o diesel, com uma alta de 11,1%. O gás de cozinha terá um acréscimo de 4,8%, e a gasolina subirá 4,5%. O reajuste foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e considera a comparação dos preços médios dos combustíveis entre fevereiro e setembro de 2026 e o mesmo período de 2025.
Marcos Guilherme, morador do Jardim Botânico, comenta que o gasto com combustível tem pesado no orçamento. Para economizar, ele utiliza estratégias como abastecer ocasionalmente com álcool, apesar dos receios quanto ao impacto no carro e dificuldades de funcionamento em dias frios.
Enzo Goulart, do Riacho Fundo I, destaca que o aumento dos combustíveis afeta não só o abastecimento dos veículos, mas também o transporte público e os preços dos produtos no dia a dia. Ele prefere usar transporte público e reserva o carro para trajetos mais longos ou de difícil acesso.
O reajuste anual do ICMS considera dados mensais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A gasolina terá sua alíquota aumentada de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro; o diesel, de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro; e o gás de cozinha, de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF) manifestou preocupação com esses aumentos consecutivos, ressaltando que eles pressionam a economia e a população. Segundo o sindicato, enquanto o governo federal adota medidas para aliviar os impactos internacionais do petróleo, os governos estaduais continuam elevando o ICMS sobre combustíveis.
O sindicato reconhece que a arrecadação é importante para financiar serviços públicos, mas defende uma discussão sobre os efeitos acumulados desses aumentos na economia e no poder de compra das pessoas.

