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quinta-feira, 19/03/2026




Aumento do diesel e possível greve de caminhoneiros preocupam atacadistas no DF

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A elevação do preço do diesel e a ameaça de uma possível greve de caminhoneiros têm causado preocupação no setor atacadista do Distrito Federal. A direção do Sindiatacadista-DF monitora esta situação, esperando impactos diretos nos custos operacionais e no fornecimento de produtos.

A preocupação aumenta por causa do episódio de 2018, quando a greve dos caminhoneiros causou falta de produtos, aumento de preços e instabilidade econômica. Essa lembrança ainda influencia as decisões de empresários e consumidores.

Segundo o presidente do Sindiatacadista-DF, Álvaro Júnior, o impacto do aumento do diesel começa na origem da cadeia de distribuição, afetando até o frete internacional. Ele explica que o custo do diesel mais alto eleva imediatamente as despesas de empresas com frota própria.

“Essa variação no preço do diesel preocupa muito o setor, porque aumenta diretamente o custo do atacado, principalmente para quem faz suas próprias entregas”, diz Álvaro Júnior.

Ele também destaca que quem usa transporte terceirizado também sente os efeitos. A possibilidade de paralisação pode prejudicar a circulação de produtos.

“Mesmo os que dependem de transporte terceirizado são afetados, pois se ocorrer uma greve de caminhoneiros, a circulação dos produtos pode ser interrompida. Isso gera desabastecimento nas lojas, preocupa a população e pressiona os preços para cima”, afirma o dirigente.

Álvaro Júnior ressalta que a situação atual traz à tona as memórias da greve de 2018, fazendo o mercado reagir antes mesmo de qualquer paralisação oficial.

Para o sindicato, é importante que governo, transportadores e setor produtivo mantenham diálogo para evitar quebras na cadeia de abastecimento. O setor atacadista é fundamental entre a indústria e o varejo, e qualquer problema logístico pode chegar rápido ao consumidor final.

A preocupação do Sindiatacadista-DF se soma a alertas de entidades nacionais, que acompanham a evolução dos preços dos combustíveis e a movimentação dos transportadores. O cenário exige atenção, pois pode impactar diretamente a inflação e o cotidiano da população.




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