A SBV Brasília, em parceria com a Pollination Project Foundation (TPP), está promovendo o Projeto Prato Consciente, que tem como objetivo aumentar a presença da alimentação vegana nas universidades de Brasília.
O projeto realiza ações em universidades, eventos educativos e degustações de alimentos veganos, para incentivar as instituições a adotarem práticas mais inclusivas e estimular o interesse pelo veganismo.
As primeiras edições do Prato Consciente aconteceram no Instituto Federal de Brasília (IFB), nos campi de São Sebastião e Samambaia. A próxima edição ocorrerá na segunda-feira (31), às 19h15, no IFB do Riacho Fundo.
O evento conta com palestras de profissionais da educação ambiental e ativistas, além de oferecer um lanche vegano gratuito para apresentar a alimentação vegetal de forma saborosa e acessível.
A maioria dos participantes não é vegetariana ou vegana, e o objetivo é apresentar novas possibilidades alimentares.
Beatriz Lima Torres, ativista, professora e coordenadora da SVB Brasília, acredita que os estudantes universitários são potenciais divulgadores do veganismo. Ela destaca a importância da alimentação vegana para a sustentabilidade, ética e respeito à vida.
“Reduzir o consumo de carne, ovos, leite e derivados, priorizar vegetais e produtos da agroecologia é essencial para a sustentabilidade”, explica Beatriz.
A escolha do ambiente universitário é intencional, pois a universidade é um espaço educativo e transformador. No entanto, ainda há preconceito contra o veganismo, considerado por alguns como frescura ou imposição.
Beatriz comenta que os estudantes são receptivos, fazem perguntas e contribuem para fortalecer a causa animal. Ela afirma que o objetivo é transformar hábitos alimentares e respeitar os direitos dos animais, além de valorizar a natureza.
Mila Monteiro, empresária e vice-coordenadora da SVB, destaca que as escolhas alimentares influenciam as crises ecológicas. Ela informa que no Brasil, 74% das emissões de gases de efeito estufa vêm da pecuária e do uso da terra para a produção de ração animal.
Dentro do projeto, são discutidas três grandes crises planetárias: mudanças climáticas, crises hídricas e desequilíbrio da biodiversidade. A exploração excessiva de alimentos de origem animal contribui para poluição química, aumento dos gases do efeito estufa, degradação do solo, uso excessivo da água e acidificação dos oceanos.
Mila alerta que esses problemas são interligados e podem ser irreversíveis.
O projeto também busca desmistificar estereótipos sobre a alimentação vegana, como a falta de proteínas e o suposto alto custo. Mila explica que a alimentação vegana, baseada em vegetais, grãos, sementes e cogumelos, é acessível, saborosa e saudável.
Ela ressalta que o prato típico brasileiro, com arroz, feijão, legumes e salada, é um exemplo de alimentação vegana barata e nutritiva. O aumento do consumo de leguminosas pode suprir as necessidades diárias de proteína sem a necessidade de carnes vegetais.
O projeto também visa garantir que estudantes e professores que optam pela alimentação vegetariana tenham acesso a opções adequadas e variadas no ambiente escolar, e pretende expandir a iniciativa para incluir a campanha Segundas Sem Carne.
Segundo Mila, começar com mais vegetais no prato é fundamental para mudar o sistema alimentar. A esperança é que as pessoas percebam o impacto de suas escolhas e adotem a alimentação vegetariana pelo bem dos animais, das pessoas e do planeta.
