Dois homens armados abriram fogo durante a celebração de um feriado judaico na cidade de Sydney, Austrália. Segundo o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, a motivação dos atiradores está ligada à ideologia do Estado Islâmico.
O ataque, ocorrido na manhã de domingo, resultou em 16 mortes e 40 pessoas feridas durante o festival de Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney. Os suspeitos são pai e filho: Sajid Akram, de 50 anos, e Naveed Akram, de 24 anos. Sajid, imigrante que chegou à Austrália em 1998, morreu no local, enquanto Naveed, nascido no país, foi detido pelas autoridades.
Naveed estava sob investigação da Organização Australiana de Inteligência de Segurança desde outubro de 2019 por possível conexão com uma célula do Estado Islâmico, embora essas ligações não tenham sido totalmente confirmadas anteriormente.
Herói local desarma atirador
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que um pedestre consegue desarmar um dos atacantes. O homem, identificado como Ahmed al Ahmed, de 43 anos, um vendedor de frutas local e muçulmano, enfrentou o agressor segurando um fuzil e foi atingido por dois tiros durante a ação heroica.
Após desarmar o atirador, Ahmed conseguiu retirar a arma e a deixou apoiada em uma árvore, enquanto o suspeito fugia. Outro pedestre chegou a lançar uma pedra no fugitivo em seguida.
Ahmed foi submetido a cirurgia e permanece internado em um hospital de Sydney, apresentando quadro estável. Sua família já recebeu doações que somam mais de quatro milhões de reais desde o ocorrido, em reconhecimento ao seu ato de coragem.
