19.5 C
Brasília
sábado, 24/01/2026

Ataques russos impactam a rotina em Kiev na grave crise humanitária desde 2022

Brasília
nuvens quebradas
19.5 ° C
19.5 °
19.5 °
88 %
2.6kmh
75 %
sáb
24 °
dom
24 °
seg
26 °
ter
26 °
qua
26 °

Em Brasília

Desde outubro de 2022, a capital ucraniana, Kiev, enfrenta ataques constantes às suas infraestruturas energéticas por parte da Rússia. Esses bombardeios diários, que atingem usinas de energia e centrais térmicas, têm provocado longos cortes de eletricidade em meio ao rigoroso inverno, com temperaturas que chegam a -20°C.

Os bairros mais vulneráveis da cidade, onde moradores muitas vezes não têm para onde fugir, são os que mais sentem os efeitos da crise. Oksana, por exemplo, é uma mãe que vive em um desses bairros populares. Ela relata que as quedas de energia podem durar até vinte horas, o que também afeta o fornecimento de água nos prédios mais altos.

Além do frio intenso, a população precisa adaptar sua rotina para as poucas horas em que a eletricidade retorna, aproveitando o momento para carregar baterias e realizar tarefas essenciais como lavar roupas e estocar água. Durante a noite, quando os ataques aumentam, muitos buscam refúgio em porões ou nas estações de metrô para se proteger do frio e dos bombardeios.

Autoridades locais, como o prefeito Vitali Klitschko, pedem para que os moradores saiam da cidade quando possível. Estima-se que cerca de 600 mil pessoas deixaram Kiev desde o início da crise. Contudo, muitos, como Oksana, permanecem devido a problemas familiares e de saúde, além de laços com a comunidade local.

Para amenizar a situação, a prefeitura instalou geradores móveis e montou “ilhas de energia” com tendas para que os habitantes possam se aquecer e trabalhar. Ainda assim, muitos prédios públicos permanecem fechados devido à falta de aquecimento e energia.

O novo ministro da Energia da Ucrânia, Denys Shmyhal, assegura esforços para restaurar as infraestruturas danificadas e alerta para a possibilidade de novos ataques russos, inclusive contra instalações nucleares. Enquanto isso, a população de Kiev resiste à crise humanitária, enfrentando um dos invernos mais rigorosos em meio aos desafios dos conflitos.

Veja Também