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segunda-feira, 13/04/2026

Ataque aéreo mata mais de 100 pessoas em mercado na Nigéria

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Um ataque aéreo realizado por aviões militares da Nigéria atingiu um mercado local na região nordeste do país, causando a morte de pelo menos 100 civis, segundo informações de organizações de direitos humanos e líderes da região.

O ataque aconteceu na área de Jilli, no estado de Yobe, próximo à fronteira com o estado de Borno, região que sofre com a insurgência do grupo jihadista Boko Haram há mais de dez anos.

A Anistia Internacional confirmou, com base em depoimentos de sobreviventes, que pelo menos 100 pessoas perderam a vida no bombardeio ao mercado semanal da localidade. Três aviões militares atacaram a área, e o Hospital Geral de Geidam recebeu pelo menos 35 feridos em estado grave.

Isa Sanusi, diretor da Anistia Internacional na Nigéria, declarou que a organização está em contato com pessoas na região, incluindo o hospital e as vítimas, para acompanhar o ocorrido.

Segundo informações da agência Reuters, o número de mortos pode ser ainda maior. Um líder regional e chefe tradicional da área de Fuchimeram, em Geidam, afirmou que mais de 200 pessoas podem ter morrido no ataque.

A Anistia Internacional pediu que as autoridades nigerianas realizem uma investigação rápida, independente e justa sobre o ataque em Jilli, além de responsabilizar os culpados.

Ataques de precisão

O governo do estado de Yobe confirmou que o ataque aéreo teve como alvo posições do grupo Boko Haram, mas admitiu que civis foram afetados. O assessor militar do governo estadual, general de brigada Dahiru Abdulsalam, disse que algumas pessoas que estavam no mercado foram atingidas, sem detalhar o número de vítimas.

A Força Aérea da Nigéria afirmou que realizou ataques contra posições terroristas na região como parte de operações coordenadas com o Exército, descrevendo a ação como ataques de precisão. No entanto, não mencionou diretamente a morte de civis ou o mercado atingido.

Incidentes semelhantes não são raros no país. As Forças Armadas nigerianas têm utilizado frequentemente ataques aéreos para combater grupos armados escondidos em áreas florestais. Desde 2017, pelo menos 500 civis teriam morrido em bombardeios desse tipo, segundo a Associated Press.

O nordeste da Nigéria enfrenta violência causada pelo Boko Haram desde 2009, conflito que piorou em 2016 com o surgimento de uma facção dissidente ligada ao Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP).

Nos últimos meses, houve intensificação dos combates, até mesmo com ataques aéreos dos Estados Unidos em parceria com forças nigerianas no final de 2025 para atacar posições jihadistas no noroeste do país.

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