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Brasília

Artesãos trazem Brasília aos visitantes com miniaturas de monumentos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília comemora 66 anos nesta terça-feira (21), e artesãos dedicam seu tempo à criação de miniaturas que celebram os monumentos famosos da cidade. Usando materiais como resina, madeira e tinta, eles reproduzem as construções modernistas da capital em pequenas lembranças para turistas e moradores.

Agnaldo Noleto, 56 anos, acorda bem cedo em sua casa em Santo Antônio do Descoberto (GO) para trabalhar em sua oficina. Ele fabrica pelo menos 850 peças toda semana, recriando a Catedral de Brasília e a escultura Os Candangos na Praça dos Três Poderes. Natural do Maranhão, Agnaldo mudou-se para Brasília em 1980, aos 14 anos, e começou sua vida trabalhando como vigia de carros, o que o motivou a investir no artesanato. Ele diz: ‘A lembrancinha é importante para toda Brasília’ porque ama seu trabalho e vê o artesanato como uma forma de cultura.

Após a proibição da pedra-sabão que contém amianto, ele passou a usar resina para esculpir suas peças, inspirado por artistas famosos como Oscar Niemeyer e Bruno Giorgi. Sua rotina é cansativa, trabalho desde a madrugada até a noite e nos fins de semana monta sua banca em frente à Catedral das 8h às 18h ou enquanto houver turistas.

Durante a semana, sua esposa Nariane Rocha, 44 anos, também do Maranhão, ajuda vendendo as miniaturas. Viúva desde o ano passado, ela é auxiliada por sua nora Michele Lima, 42 anos, que veio do Rio Grande do Norte. Ambas moram em Novo Gama (GO) e têm o sonho de abrir uma loja para proteger o negócio das mudanças do tempo, além de estudarem psicologia. Michele afirma se sentir segura em Brasília.

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Outros artesãos dividem espaço na frente da Catedral. Alberto Correia, 57 anos, natural de Paranã (TO) e morador do Itapoã, começou lapidando peças no chão. Ao lado dele, Rodrigo Gomes, 41 anos, de Anápolis (GO), deixou o trabalho como mototaxista para se dedicar às miniaturas. Ele cria o ‘Mapa Candango’, uma base em formato do mapa do Brasil com monumentos feitos manualmente. Ele diz: ‘A cidade é um monumento’.

Tânia Bispo, 58 anos, nascida em Salvador e morando no Gama há 30 anos, vende miniaturas em banca próxima. Antes, trabalhava como diarista e vendia água de coco, mas agora ela e o marido sustentam a família com o artesanato. Ela conta estar encantada com a cidade e sente-se parte da construção de Brasília.

Muitos desses artesãos, vindos do Nordeste, expressam seu amor pela capital com suas mãos habilidosas, preservando a história e a identidade da cidade em pequenas obras de arte.

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