A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 222,117 bilhões em fevereiro, conforme dados divulgados pela Receita Federal em 24 de novembro de 2024. Esse valor ultrapassa a mediana das projeções do mercado, que esperava cerca de R$ 219 bilhões, com estimativas variando entre R$ 210 bilhões e R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, a arrecadação havia sido de R$ 325,751 bilhões.
O resultado representa um aumento real de 5,68% comparado a fevereiro de 2025, descontada a inflação, sendo considerado o maior para o mês desde 2011.
Entre os principais motivos para esse desempenho, destaca-se o crescimento de 8,45% na arrecadação do PIS/Pasep e da Cofins, que somaram R$ 47,676 bilhões. Esse avanço está relacionado ao aumento de 1,14% nas vendas e de 3,34% nos serviços, conforme dados do IBGE, além da recuperação do setor de combustíveis.
A arrecadação previdenciária também cresceu 5,68% em termos reais, totalizando R$ 60,528 bilhões, impulsionada pelo aumento de 3,89% na massa salarial e de 7,98% na contribuição do Simples Nacional Previdenciário em fevereiro de 2026 na comparação mensal com o ano anterior.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) arrecadou R$ 8,696 bilhões, com crescimento real de 35,73%, decorrente tanto das operações de crédito quanto das de câmbio, principalmente pela saída de moeda estrangeira, influenciada por mudanças legislativas de junho de 2025.
No final de 2023, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas para fintechs, apostas e juros sobre capital próprio (JCP), bem como a redução de 10% em benefícios fiscais. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs será elevada progressivamente de 9% para 12% até o fim de 2027 e para 15% a partir de 2028. Bancos continuam pagando 20% de CSLL, embora o imposto efetivo para financeiras não bancárias seja maior devido à maior rentabilidade.
Acumulado do ano
Até fevereiro de 2026, a arrecadação federal acumulada somou R$ 547,869 bilhões, apresentando crescimento real de 4,41% em comparação ao mesmo período de 2025, o maior valor registrado para o bimestre desde 2011.
O aumento é atribuído principalmente à Receita Previdenciária, que arrecadou R$ 124,432 bilhões, com alta real de 5,58%.
PIS/Pasep e Cofins alcançaram R$ 104,073 bilhões, com crescimento real de 6,19%, impulsionado pelo aumento nas vendas (1,99%) e nos serviços (3,49%) no período entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 comparado ao ano anterior, além da recuperação do setor de combustíveis.
O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre Rendimentos do Capital (IRRF) somou R$ 26,385 bilhões, com crescimento real de 26,45%, reflexo dos aumentos nominais significativos na arrecadação sobre aplicações de renda fixa e juros sobre capital próprio.
Estadão Conteúdo.

