A Receita Federal anunciou que a arrecadação do Imposto de Renda sobre lucros e dividendos alcançou R$ 3,145 bilhões até julho deste ano. A previsão para o ano todo era de aproximadamente R$ 17 bilhões.
Em julho, a arrecadação totalizou R$ 906,647 milhões, sendo R$ 487,367 milhões de contribuintes residentes no Brasil e R$ 419,280 milhões oriundos de remessas ao exterior.
Segundo Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, não houve frustração na arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte, e as projeções para a arrecadação de dividendos permanecem estáveis.
No orçamento para 2026, a expectativa era arrecadar cerca de R$ 28 bilhões com a taxação de dividendos. No primeiro semestre, foram arrecadados R$ 2,2 bilhões, e a projeção para o segundo semestre é alcançar R$ 15 bilhões.
O governo conta com a tributação na fonte sobre lucros e dividendos para compensar a isenção do Imposto de Renda concedida àqueles que recebem até R$ 5 mil mensais.
Para isso, foi estabelecida uma alíquota de 10% sobre os lucros e dividendos recebidos por pessoas físicas com renda superior a R$ 50 mil por mês, esperando-se que essa arrecadação compense a renúncia fiscal estimada em R$ 28,040 bilhões.
Até julho, a arrecadação representa cerca de 18% do total projetado para o ano, embora o governo ressalte que o pagamento de lucros e dividendos não ocorra de forma uniforme durante o ano.
