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quarta-feira, 18/03/2026




Argentina deixa OMS seguindo exemplo dos EUA

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Em Brasília

DOUGLAS GAVRAS
FOLHAPRESS

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou que o país não faz mais parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) desde terça-feira, 17 de fevereiro de 2025.

A decisão de sair da OMS foi anunciada em 5 de fevereiro, após os Estados Unidos tomarem a mesma medida, e agora foi oficialmente confirmada pelo governo do presidente Javier Milei.

A Casa Rosada justificou essa saída criticando a forma como a OMS conduziu a pandemia da Covid-19 e alegando que a organização não age com independência.

Especialistas alertam que deixar a OMS pode dificultar o acesso da Argentina a vacinas, levar à perda de apoio técnico e financeiro, além de isolar o país no meio científico mundial.

Além disso, essa medida pode aumentar os custos para receber vacinas e tratamentos, deixando o país mais exposto a crises de saúde.

Pablo Quirno afirmou que a Argentina continuará cooperando em saúde com outros países por meio de acordos diretos, mantendo o controle sobre suas próprias políticas de saúde.

Javier Milei foi um crítico frequente das recomendações da OMS durante a pandemia, ainda antes de ser presidente. A saída foi explicada pelo chefe de Gabinete, Manuel Adorni, como uma forma de defender a soberania nacional.

O partido político do presidente, A Liberdade Avança, afirmou que a OMS falhou em sua missão durante a pandemia, ao impor quarentenas e regras que afetaram a autonomia do país.

Em junho de 2024, a Argentina já demonstrava essa intenção ao não aderir a um tratado internacional sobre pandemias da OMS e afirmando que não aceitaria acordos que limitassem sua soberania.

Um estudo do Conicet, o principal órgão de pesquisa científica do país, aponta que sair da OMS poderá isolar a Argentina da comunidade científica global.

A OMS, criada em 1948 e sediada em Genebra, Suíça, reúne 194 países membros com a missão de promover a saúde e coordenar respostas em crises de saúde mundial.

A decisão da Argentina acompanha a saída dos Estados Unidos, mas, diferente dos EUA, a Argentina depende muito da colaboração internacional para seus programas de saúde.




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