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Após vitória socialista, Costa diz que portugueses gostaram da ‘geringonça’

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Partido Comunsita e Bloco de Esquerda afirmaram que não pretendem entrar em uma coalizão com partido vencedor

O Partido Socialista (PS) foi o grande vencedor das eleições legislativas de Portugal neste final de semana. Mas, como já era esperado, a sigla não conseguiu alcançar as 116 cadeiras necessárias para governar sozinha na Assembleia da República.

Os socialistas tiveram 36,65% dos votos, ou 106 cadeiras no total. O partido teve mais votos que toda a direita junta. Em segundo lugar ficou o Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, com 27,9% dos votos e 77 cadeiras.

O líder do PS e atual primeiro-ministro, António Costa, disse que os portugueses gostaram da geringonça, como é chamada a aliança de governo da esquerda, e que algo semelhante deve ser repetido agora.

Mas as negociações não parecem tão claras assim: os comunistas, que conquistaram 12 cadeiras, já disseram que não pretendem entrar numa coalizão formal desta vez. O mesmo indica o Bloco de Esquerda, que tem 19 cadeiras.

Reino Unido

Enquanto isso, a União Europeia indicou que vai tomar uma decisão sobre o até o final desta semana. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, conversou com o presidente francês, Emmanuel Macron, por telefone ontem.

Macron recusou um encontro pessoalmente com Johnson e avisou que o plano apresentado pelo governo de Londres ainda não é o ideal. O continente quer que Johnson apresente novas mudanças em seu plano nos próximos dias, sobretudo em relação à fronteira entre as Irlandas.

Do lado de cá, Downing Street insiste que não haverá atraso na desfiliação, marcada para 31 de outubro, e que não há novo acordo possível.

Por isso, cresce a sensação de que um entendimento entre os dois lados até a cúpula dos líderes europeus na semana que vem é improvável, o que complica ainda mais a posição interna do primeiro-ministro, que precisa de um acordo até o dia 19 para não ser forçado a pedir um adiamento do Brexit para 31 de janeiro.

 

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Trump não tem efeitos colaterais por hidroxicloroquina, diz Casa Branca

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Pesquisas já apontaram que o medicamento estava ligado a um risco aumentado de morte em pacientes hospitalizados com coronavírus

Donald Trump: presidente dos Estados Unidos afirmou que toma o remédio como “prevenção” ao coronavírus, mesmo sem nenhum evidência da eficácia da droga (Win McNamee/Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não teve efeitos colaterais ao tomar por um período de duas semanas a hidroxicloroquina, um medicamento contra malária que pode causar problemas cardíacos, depois de usá-la como medida preventiva contra o coronavírus, disse o médico da Casa Branca nesta quarta-feira.

Os resultados do exame físico anual de Trump mostraram que o presidente de 73 anos permanece saudável e está pesando 110,68 kg em comparação aos 110,22 kg registrados no ano passado. O peso de Trump o coloca na faixa de obesos para adultos da sua altura.

Trump, que completa 74 anos em 14 de junho, é regularmente testado para o vírus e sempre foi negativo, de acordo com relatório dos resultados de seu médico, Sean Conley.

No mês passado, Trump começou a tomar hidroxicloroquina, apesar de questões sobre sua eficácia, depois que dois assessores da Casa Branca testaram positivo para o vírus. Ele disse a repórteres na época que estava tomando o medicamento para o caso de ajudar no combate ao vírus.

Conley afirmou que nenhuma alteração foi notada no teste de eletrocardiograma de Trump como resultado da droga.

“O presidente completou o tratamento com segurança e sem efeitos colaterais”, disse Conley. “Ele continua fazendo testes regulares para Covid-19 e, até o momento, todos os resultados foram negativos”.

 

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Médico que liderou plano relaxado da Suécia contra covid-19 admite erros

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Epidemiologista-chefe admite que plano poderia ter sido diferente; país se tornou um dos líderes mundiais em mortes per capita pela doença

Grupos em parque de Tantolunden em Estocolmo, na Suécia, no dia 22 de maio (Loulou D’Aki/Bloomberg)

Poucos países foram tão discutidos na crise do coronavírus quanto a Suécia. Na contramão da maior parte do mundo e das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país baniu aglomerações mas manteve shoppings, restaurantes, escolas e academias abertas.

Elogiada pelo presidente Jair Bolsonaro e outros defensores do foco em evitar os impactos econômicos do fechamento, também tornou o país um dos líderes mundiais em mortes per capita pela covid-19.

Anders Tegnell, epidemiologista-chefe do país e arquiteto do plano abraçado pelo governo, admitiu nesta quarta-feira (03) em entrevista à uma rádio sueca que gente demais havia morrido e que será preciso avaliar se isso era evitável.

“Se eu fosse encontrar a mesma doença com o mesmo conhecimento que tenho hoje, creio que nossa resposta acabaria sendo um meio do caminho entre o que a Suécia fez e o que o resto do mundo fez”, disse. Ainda assim, disse que a estratégia funcionou bem.

A população e o governo apoiaram o plano mais relaxado, mas há sinais de fratura. O primeiro-ministro Stefan Lofven já disse que uma comissão será colocada para avaliar a resposta.

A Suécia, com 10 milhões de habitantes, já teve quase 4.500 mortes pela covid-19. As vizinhas Noruega e Finlândia, que somadas tem o mesmo número de habitantes, não chegam a 600 mortes somadas.

Também não está claro até que ponto o país colherá frutos econômicos da sua estratégia. Na última sexta-feira, a Suécia surpreendeu ao anunciar que seu PIB cresceu 0,1% no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior. A previsão média de economistas ouvidos pela Reuters era de contração de 0,6%.

No entanto, a maior parte dos impactos devem estar concentrados no segundo trimestre, para o qual ainda há poucos dados. Órgãos oficiais suecos preveem uma queda do PIB de pelo menos 7% no ano fechado, patamar semelhante ao de outros países europeus. E no momento onde os vizinhos começam a reabrir fronteiras, a Suécia vai continuar de fora. É arriscado demais.

 

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Índia se prepara para a chegada do 2º superciclone durante a pandemia

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Com o avanço do ciclone Nisarga, ao menos 100 mil pessoas foram evacuados na costa ocidental da Índia. Entre eles, 150 pacientes com coronavírus

covid-19,

Ao menos 100.000 moradores da costa ocidental da Índia, incluindo 150 doentes da covid-19, foram evacuados nesta terça-feira (2) por autoridades por causa do risco de um ciclone.Os líderes da capital econômica da Índia, Mumbai, pediram aos moradores dos bairros situados à beira-mar que procurassem refúgio em um local seguro diante do avanço do ciclone Nisarga.

Ele deve tocar a terra na quarta-feira no estado de Maharashtra (oeste), cuja capital é Mumbai, com ventos de até 120 km/h.

As autoridades de saúde da cidade, de 20 milhões de pessoas, também evacuaram cerca de 150 pacientes com coronavírus de um hospital pré-fabricado recentemente construído para colocá-los em um lugar “com teto coberto” por precaução.

No distrito de Palghar, mais de 21.000 moradores foram evacuados, segundo a imprensa.

A última grande tempestade que atingiu a cidade de Mumbai foi em 1948. Doze pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas.

Os meteorologistas indianos esperam fortes chuvas e temem danos causados pelos ventos.

Uma maré provocada pela tempestade, de um a dois metros de altura, também pode inundar as áreas costeiras.

O ciclone Nisarga provavelmente também afetará o estado de Gujarat, onde as autoridades evacuaram preventivamente 10.000 pessoas.

Devido à pandemia de coronavírus, “os abrigos temporários foram desinfetados e foram dadas instruções para respeitar a distância física”, disse à AFP Arpit Sagar, chefe do distrito de Valsad.

Há duas semanas, o ciclone Amphan matou centenas de pessoas do outro lado da Índia e em Bangladesh.

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China nega ter atrasado liberação de informações sobre covid-19 à OMS

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Documento da Organização Mundial da Saúde diz que o país que foi o epicentro da pandemia atrasou a liberação de informações sobre o coronavírus

China: país diz que não deixou de passar informações sobre o coronavírus (Stringer/Reuters)

O governo da China negou que tenha atrasado, de forma proposital a entrega de informações à Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o novo coronavírus, ainda no início da pandemia.

A suspeita surgiu após a agência de notícias Associated Press divulgar documentos e áudios de reuniões internas da OMS em que membros do órgão reclamavam da falta de relatórios enviados pela China, quando a covid-19 ainda estava restrita aos territórios do país.

Quem tratou de desmentir as acusações foi o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (3).

A Índia reportou hoje a sua maior taxa diária de novos infectados pelo novo coronavírus. Foram 8.909 casos acrescentados à contagem do governo indiano, fazendo com que o total de infecções chegue a 207.615. Quanto ao número de óbitos, o país confirmou que 5.815 pessoas já morreram pela doença.

Os números consolidam a Índia como o país da Ásia mais atingido pela pandemia, levando em conta apenas as contaminações. O Irã, país do Oriente Médio, contabilizou 160.696 casos e 8.012 óbitos por covid-19.

Países da Europa como Alemanha e Bélgica planejam abrir suas fronteiras para estrangeiros do mesmo continente em meados de junho.

No caso dos belgas, o governo local espera permitir a entrada de outros europeus a partir do próximo dia 15, uma semana após reabrir a maior parte das atividades econômicas no país no dia 8, segundo o plano anunciado pela primeira-ministra Sophie Wilmes.

A Alemanha vai suspender a proibição da entrada dos cidadãos de todos os países-membros da União Europeia, mais Reino Unido, Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suíça, no mesmo dia 15. Segundo o Instituto Robert Koch, hoje foram registradas mais 342 infecções e 29 mortes por coronavírus na Alemanha, elevando o total no país para 182.370 casos e 8.551 óbitos.

A Itália também toma medidas para relaxar sua quarentena. Nesta quarta, os italianos puderam viajar entre diferentes regiões do país pela primeira vez em quase três meses.

Além disso, as autoridades do país permitiram a entrada de estrangeiros de 27 países europeus, incluindo o Reino Unido. A Itália soma ao todo 233.515 casos de covid-19 e 33.530 óbitos pela doença, segundo a Universidade Johns Hopkins.

O Reino Unido se aproxima da marca de 40 mil mortos pela covid-19, após o governo britânico registrar mais 359 óbitos nesta quarta-feira.

Ao todo, a contagem oficial soma 279.856 infecções e 39.728 mortes durante a pandemia. Uma contagem feita pela agência de notícias Reuters, que leva em conta dados oficiais de Inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Escócia – países-membros da Grã Bretanha -, indica que a taxa de mortes no Reino Unido já passou de 50 mil.

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Facebook remove perfis de supremacistas brancos e falsos ‘antifas’

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De acordo com a Reuters, entre as contas removidas constavam perfis que falsamente alegavam ser parte do movimento antifascista para desacreditá-lo

Protestos em Washington no último domingo, 31 de maio: Trump acusou o movimento antifascista de estar por trás da violência (Alex Wong/Getty Images)

O Facebook anunciou a suspensão de vários perfis da sua rede social associados aos grupos supremacistas brancos, muitos dos quais advogaram que seus membros fossem armados aos protestos antirracismo e antiviolência policial nos Estados Unidos. A empresa disse, ainda, que removeu contas que falsamente alegavam ser parte do movimento antifascista com o objetivo de desacreditá-lo.

As informações são da agência Reuters.

O movimento “antifa” entrou no centro das atenções nos últimos dias, depois de o presidente americano, Donald Trump, ter anunciado que o consideraria uma organização terrorista. A notícia veio no último domingo, quando milhares de manifestantes tomaram as ruas de Washington e outras cidades dos Estados Unidos nos protestos por George Floyd.

Ainda de acordo com a Reuters, as contas supremacistas eram associadas a dois grupos conhecidos da rede social, que já os consideravam no rol de contas “perigosas”. As informações não foram dadas publicamente pela empresa, mas por executivos do Facebook que falaram à agência na condição de anônimos. Contas associadas aos antifas não foram classificadas dessa forma, disse a Reuters.

 

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Snapchat deixa de divulgar conta de Trump por incitar “violência racial”

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Apesar da medida, mensagens do presidente americano continuam visíveis para seguidores e aparecem quando um usuário realiza uma busca específica

Trump: medida do Snapchat ocorre após o Twitter classificar postagem do presidente como não confiável (AFP/AFP)

A rede social Snapchat deixou de divulgar, nesta quarta-feira, as publicações do presidente americano, Donald Trump, afirmando que as mesmas incitam a “violência racial”.

As mensagens do presidente americano, no entanto, continuam visíveis para seus seguidores e aparecem quando um usuário realiza uma busca específica.

Veja também: Trump cumpre ameaça e assina ordem executiva contra Facebook e Twitter

“Atualmente, não estamos promovendo o conteúdo do presidente na plataforma Discover”, seção de perfis recomendados do aplicativo, informou o Snapchat à AFP. “Não divulgaremos as vozes que incitam a violência racial e a injustiça promovendo-as gratuitamente na Discover.”

O Snapchat se une, assim, ao Twitter, que irritou o presidente americano na semana passada, ao acrescentar advertências nas mensagens que o magnata republicano envia a seus mais de 81 milhões de seguidores. As duas redes, no entanto, optaram por não banir Trump de suas respectivas plataformas.

“A violência racial e a injustiça não têm espaço na sociedade e nos solidarizamos com todos aqueles que buscam a paz, o amor, a igualdade e a justiça nos Estados Unidos”, assinalou o Snapchat. O anúncio, assim como o do Twitter, é feito no momento em que centenas de milhares de pessoas manifestam-se em todo o país contra a violência policial, da qual é vítima, principalmente, a comunidade negra.

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