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domingo, 11/01/2026

Anvisa quer acelerar avaliação e valorizar inovações brasileiras

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Leandro Safatle assumiu recentemente a presidência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em um momento de mudanças importantes no setor de regulamentação sanitária. Em entrevista à Agência Brasil, ele revelou planos para tornar os processos de avaliação mais rápidos e destacar inovações criadas no Brasil.

Uma das metas principais é diminuir a espera na análise de remédios, vacinas e equipamentos médicos. Para isso, em dezembro, a Anvisa aprovou uma resolução temporária com ações especiais, como criar uma força-tarefa interna, usar estudos clínicos internacionais confiáveis e realizar análises conjuntas otimizadas. Espera-se reduzir as filas pela metade em seis meses e normalizar tudo em um ano. Além disso, uma sala de controle acompanha diariamente o progresso, e um comitê garante transparência para a sociedade e os regulados.

Outro ponto importante é o reforço da equipe. Cerca de 100 especialistas aprovados em concurso público serão contratados entre janeiro e fevereiro, o maior aumento em uma década. Eles vão focar em acelerar as análises sem perder o cuidado com a segurança e o rigor científico.

Safatle destacou o novo Comitê de Inovação, que teve sua primeira reunião em dezembro para acompanhar projetos nacionais que influenciam a saúde pública. Entre eles estão a polilaminina, criada por pesquisadores brasileiros para tratar ferimentos na medula espinhal – cuja fase 1 dos testes clínicos foi autorizada recentemente –, a vacina contra chikungunya, o método Wolbachia para combater a dengue e endopróteses. O comitê tem a função de apoiar a equipe técnica e apresentar esses casos para a alta direção da agência.

Safatle afirmou: “Estamos trabalhando com inovações feitas no Brasil”, ressaltando a importância de acelerar a avaliação desses projetos, respeitando os prazos necessários para os estudos clínicos.

Olhando para o futuro, a Anvisa pretende se consolidar como uma autoridade sanitária de referência. Em 2026, a agência quer obter o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), destacando-se nas Américas e no mundo.

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