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sábado, 30/08/2025

Anvisa proíbe uso estético do preenchedor PMMA

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O uso do preenchedor PMMA (polimetilmetacrilato) continua vetado no Brasil para fins estéticos. Após uma análise detalhada da segurança do produto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou sua utilização apenas em casos médicos específicos.

Segundo a Anvisa, o PMMA pode ser usado para corrigir defeitos da pele e problemas de volume facial e corporal relacionados à saúde, desde que haja recomendação médica. A agência reforça que não existe indicação para aumento de volume apenas por motivos estéticos. Contudo, é comum encontrar clínicas que aplicam PMMA para fins estéticos sem prescrição adequada.

As notificações recebidas pelo órgão indicam que o produto tem sido aplicado em quantidades acima do permitido. Por exemplo, o uso na região glútea é recomendado somente para pacientes com lipodistrofia associada ao uso de antirretrovirais, respeitando o limite máximo de 60 mL por glúteo, conforme orientações dos fabricantes.

Anvisa alerta para a provável subnotificação de efeitos adversos ligados ao uso do PMMA em procedimentos estéticos e reparadores, indicando a necessidade de fiscalização por conselhos profissionais para evitar riscos à saúde e o descumprimento das normas vigentes.

Alerta do Conselho Federal de Medicina

A reavaliação da substância foi motivada por uma solicitação do Conselho Federal de Medicina (CFM), que pediu a suspensão da produção e comercialização dos preenchedores à base de PMMA no país. Todavia, a Anvisa ainda não identificou necessidade de medidas adicionais além das já adotadas.

O PMMA é um tipo de plástico não absorvível pelo organismo, comumente usado como preenchedor em gel. Em comunicado de julho do ano passado, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) enfatizou a importância dos cuidados no uso da substância devido a possíveis reações imprevisíveis e duradouras.

Os efeitos adversos podem surgir imediatamente ou após certo tempo, incluindo inchaços, inflamações, reações alérgicas e formação de granulomas, e também complicações graves mesmo anos depois da aplicação.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) desaprova a utilização do PMMA em procedimentos estéticos fora das recomendações médicas, alertando para os riscos elevados de complicações como nódulos, processos inflamatórios, infecções e danos permanentes estéticos e funcionais. Casos graves como necroses, cegueira, embolias e até morte são relatados com maior frequência no uso do PMMA comparado a outros preenchedores absorvíveis.

Atualmente, o Brasil possui o registro de dois preenchedores intradérmicos com PMMA: o LINNEA SAFE, da empresa Lebon Produtos Farmacêuticos Ltda., e o BIOSSIMETRIC, da empresa MTC Medical Comércio Indústria Importação e Exportação de Produtos Biomédicos Ltda.

É terminantemente proibida a manipulação em farmácias de quaisquer produtos com PMMA destinados ao uso estético, incluindo preenchedores e bioestimuladores.

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