A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou ações contra farmácias de manipulação em São Paulo nesta semana, após descobrir irregularidades no funcionamento dessas unidades. Entre os problemas encontrados estão a divulgação indevida de produtos e o não cumprimento de normas sanitárias.
Uma das farmácias investigadas foi a Nanofármacos Manipulação Farmacêutica, que teve a propaganda do medicamento tadalafila 10 mg proibida. A Anvisa explicou que a produção desse medicamento não está de acordo com as Boas Práticas de Manipulação, pois estava sendo fabricado em escala industrial, o que não é permitido.
A farmácia Homeopática Homeocenter também teve todas as suas propagandas de medicamentos manipulados proibidas, pois divulgava produtos fabricados de maneira padronizada e não individualizada, contrariando as normas.
A Octalab Farmácia de Manipulação teve ordens da Anvisa para apreender todos os lotes da tirzepatida, o ingrediente ativo do medicamento Mounjaro. A comercialização, produção, promoção e uso desse medicamento foram suspensos. Foram identificadas várias irregularidades, como a fabricação em escala, substituição do produto original, falhas no controle ambiental, ausência de sistema de qualidade adequado, definição de validade sem testes físicos e químicos e problemas na seleção de fornecedores.
A farmácia PL Farmácia de Manipulação também foi alvo de medidas da Anvisa, que determinou a apreensão dos medicamentos fabricados até o dia 7 de novembro de 2025, além da suspensão da venda, promoção e uso desses produtos devido a graves problemas na fabricação de formulações esterilizadas.
Interdição de farmácia
A Anvisa interditou a Hygia Pharmaceutical após fiscalização revelar deficiências na qualidade, risco de contaminação cruzada e falhas na segurança dos frascos-ampolas. A comercialização, produção, divulgação e uso dos medicamentos manipulados nessa unidade de Santana de Parnaíba, São Paulo, foram suspensos.
Daniel Pereira, diretor da Quarta Diretoria da Anvisa, ressaltou que a fabricação de medicamentos esterilizados exige condições rigorosas para garantir a segurança do paciente. A atuação da Anvisa e das vigilâncias locais tem o objetivo de proteger a saúde da população, assegurando que essas normas sejam cumpridas.
A reportagem do Estadão entrou em contato com todas as farmácias afetadas, mas não obteve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.
Estadão Conteúdo
