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quinta-feira, 02/04/2026

Anvisa nega risco à saúde após roubo de material biológico na Unicamp

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou que não há perigo para a saúde pública ou para a população geral depois que materiais biológicos foram roubados de um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foram levadas ao menos 24 cepas diferentes de vírus que estavam sendo movidas entre unidades.

A Unicamp divulgou que a Anvisa oficialmente declarou que esse material não representa risco à saúde de ninguém.

Segundo a reportagem do programa Fantástico da TV Globo no domingo, 29, as cepas envolvem vírus como dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e outros vírus menos conhecidos, além de 13 tipos que afetam animais.

A Unicamp reforça que mantém protocolos de segurança rigorosos e continua focada em sua missão científica e acadêmica.

De acordo com o Estadão, a professora e pesquisadora argentina Soledad Palameta Miller, atualmente na Unicamp, foi presa pela Polícia Federal na segunda-feira, 23, suspeita de roubar material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia. A defesa dela não se manifestou.

No dia seguinte, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à professora, impondo medidas como a proibição de acessar os laboratórios relacionados à investigação e sair do país sem permissão judicial.

Soledad é investigada por produzir, armazenar, mover, vender, importar ou exportar Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) ou seus derivados sem autorização ou fora das regras da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e órgãos fiscais.

A Polícia Federal também investiga se o marido de Soledad, Michael Edward Miller, está envolvido no roubo do material biológico da Unicamp. A defesa dele não foi localizada.

Segundo termo da Justiça Federal obtido pelo Estadão, o desaparecimento de caixas com amostras virais guardadas numa área NB-3, que tem alto controle biológico e rigorosos protocolos de segurança, foi descoberto na manhã de 13 de fevereiro.

Nas buscas, agentes localizaram parte do material em vários locais da universidade, incluindo o Laboratório de Engenharia Metabólica e Bioprocessos (LEMEB) da Faculdade de Engenharia de Alimentos, o Laboratório de Cultura de Células e o Laboratório de Doenças Tropicais, onde a professora tinha espaço reservado.

Estadão Conteúdo.

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