A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o começo de um estudo clínico para testar a segurança de um medicamento chamado polilaminina, que pode ajudar no tratamento de lesões na medula espinhal causadas por traumas.
Na segunda-feira (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou que essa pesquisa é muito importante para as pessoas que sofreram lesão na medula e para suas famílias.
“Cada avanço científico traz uma nova esperança”, afirmou Padilha.
Pesquisa em universidade pública
O ministro destacou que o medicamento é uma inovação com tecnologia toda feita no Brasil. Os estudos são feitos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.
De acordo com o ministro, já houve resultados positivos na recuperação dos movimentos com o uso da polilaminina. Nesta primeira fase, o estudo vai incluir cinco voluntários com lesões recentes na parte média da medula espinhal, entre as vértebras T2 e T10.
Os voluntários devem ter passado pela indicação cirúrgica em menos de 72 horas da lesão. Os locais para o estudo ainda serão definidos pela empresa responsável. O Ministério da Saúde já investiu em recursos para a pesquisa básica.
Prioridade
Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, disse que a aprovação do estudo foi acelerada pela agência para apoiar pesquisas que têm muito interesse para a população.
“É uma pesquisa totalmente nacional que fortalece a ciência e a saúde do Brasil”, afirmou Safatle.
A polilaminina é uma proteína presente em vários animais, inclusive nos humanos. A pesquisa vai verificar se o medicamento é seguro e identificar possíveis riscos para que o desenvolvimento do tratamento avance.
A empresa responsável pelo estudo vai acompanhar cuidadosamente todos os efeitos colaterais, até os mais leves, para garantir a segurança dos participantes.
