A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso inadequado de medicamentos chamados canetas para emagrecer, que atuam no receptor GLP-1. Esses medicamentos incluem substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida.
Apesar de o risco de inflamação grave do pâncreas, conhecida como pancreatite, estar descrito nas bulas, os casos de efeitos colaterais graves têm aumentado no Brasil e no mundo. No Brasil, entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de problemas relacionados, incluindo seis mortes. No Reino Unido, foram mais de 1.200 notificações de pancreatite, com 19 casos fatais.
A Anvisa reforça que esses remédios devem ser usados somente sob prescrição médica e conforme as indicações aprovadas, com acompanhamento pelo profissional de saúde para evitar complicações graves. Apesar dos riscos, os benefícios dos medicamentos ainda superam os efeitos adversos quando usados corretamente.
Desde junho de 2025, farmácias precisam reter a receita médica para a venda dessas canetas, que deve ser feita em duas vias e ter validade de até 90 dias. Essa medida busca proteger a população, especialmente contra o uso inadequado para emagrecimento sem necessidade clínica.
A Anvisa orienta que, se o usuário sentir dor abdominal forte e contínua, que pode se espalhar para as costas e causar náuseas e vômitos, procure atendimento médico imediatamente, pois esses são sinais de pancreatite. Profissionais de saúde devem suspender o tratamento ao suspeitar da doença e não continuar caso o diagnóstico seja confirmado.
Além disso, a agência destaca a importância de notificar efeitos colaterais no sistema VigiMed, que ajuda a acompanhar a segurança desses medicamentos, presentes no mercado nacional há pouco mais de cinco anos.
Nos últimos anos, a Anvisa também alertou para outros riscos associados a esses medicamentos, como problemas durante anestesias em 2024 e perda rara de visão relacionada à semaglutida em 2025, mostrando a atenção contínua com a segurança dos pacientes.
Informações baseadas no comunicado da Agência Brasil
