A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um aviso importante alertando sobre os perigos do uso incorreto de preenchedores dérmicos. Esses produtos incluem hidroxiapatita de cálcio, ácido hialurônico, poli-L-ácido lático (PLLA) e preenchedores permanentes feitos de polimetilmetacrilato (PMMA).
Esses preenchedores são dispositivos médicos considerados de alto risco, e só podem ser vendidos com autorização da Anvisa. Usá-los em partes do corpo que não são indicadas ou em quantidades diferentes das recomendadas pode causar sérios problemas de saúde, alguns deles difíceis de tratar.
Entre as complicações graves que podem ocorrer estão embolia pulmonar, perda temporária ou permanente da visão causada por bloqueio dos vasos sanguíneos, inflamação crônica, aumento do cálcio no sangue, formação de pedras nos rins e falha renal que pode precisar de tratamento com hemodiálise.
A Anvisa orienta a população e os profissionais de saúde a sempre verificar as áreas e volume permitido para aplicação, respeitando as instruções do produto. É fundamental que o procedimento seja feito por profissionais capacitados e que qualquer problema seja tratado imediatamente.
É muito importante confirmar que o produto, o serviço e o profissional estejam regularizados. Para os profissionais, a agência destaca a necessidade de avaliar o paciente com cuidado, planejar o tratamento junto com ele, explicar todos os riscos possíveis, entregar um cartão com informações do produto para o paciente e guardar uma cópia desse cartão no prontuário.
Casos de efeitos colaterais devem ser comunicados à Anvisa. Produtos usados de forma irregular ou não autorizada podem ser denunciados pelo sistema Fala.BR da Ouvidoria.
Nos últimos anos, a Anvisa tem reforçado a importância da segurança no uso de procedimentos estéticos com produtos injetáveis. Em 2025, por exemplo, foi lançado um alerta especial sobre o uso fora das indicações aprovadas dos preenchedores de PMMA, indicando apenas os casos permitidos para tratamentos reparadores. Estas informações são do Governo Federal.
